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domingo, dezembro 16, 2018

A importância do ato de Ler


IDÉIAS CENTRAIS DO LIVRO A IMPORTÂNCIA DO ATO DE LER- PAULO FREIRE


·        A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto.
·        Para o autor, a leitura da palavra, da frase, da sentença, jamais significou uma ruptura com a "leitura" do mundo e como professor também de português, nos seus vinte anos, viveu intensamente a importância do ato  de ler e de escreve.
·        A leitura de um texto, tomado como pura descrição de um objeto é feita no sentido de memorizá-la, nem é real leitura, nem dela portanto resulta o conhecimento do objeto de que o texto fala.
·    Um dos documentos filosóficos mais importantes de que dispomos, As teses sobre Feuerbach, de Marx, tem apenas duas páginas e meia...
·    O processo da alfabetização tem, no alfabetizando, o seu sujeito. O analfabeto é capaz de sentir a caneta, de perceber a caneta e de dizer caneta.
·    A alfabetização é a criação ou a montagem da expressão escrita da expressão oral.
·        De alguma maneira, porém, podemos ir mais longe e dizer que a leitura da palavra não é apenas precedida pela leitura do mundo mas por uma certa forma de “escrevê-lo” ou de “reescrevê-lo”, quer dizer, de transformá-lo através de nossa prática consciente.
·        Falar de alfabetização de adultos e de bibliotecas populares é falar, entre muitos outros, do problema da leitura e da escrita. Não da leitura de palavras e de sua escrita em si próprias, como se lê-las e escrevê-las não implicasse uma outra leitura, prévia e concomitante àquela, a leitura da realidade mesma.
·        Do ponto de vista critico, é tão impossível negar a natureza política do processo educativo quanto negar o caráter educativo do ato político.
·        A educação reproduz a ideologia dominante, é certo, mas não faz apenas isto. Nem mesmo em sociedades altamente modernizadas, com classes dominantes realmente competentes e conscientes do papel da educação, ela é apenas reprodutora da ideologia daquelas classes.
·        Nem sempre, infelizmente, muitos de nós, educadoras e educadores que proclamamos uma opção democrática, temos uma prática em coerência com o nosso discurso avançado.
·        Cada um de nós é um ser no mundo, com o mundo e com os outros. Viver ou encarnar esta constatação evidente, enquanto educador ou educadora, significa reconhecer nos outros - não importa se alfabetizandos ou participantes de cursos universitários; se alunos de escolas do primeiro grau ou se membros de uma assembléia popular - o direito de dizer a sua palavra.
·        Só educadoras e educadores autoritários negam a solidariedade entre o ato de educar e o ato de serem educados pelos educandos; só eles separam o ato de ensinar do de aprender, de tal modo que ensina quem se supõe sabendo e aprende quem é tido como quem nada sabe.
·        Para que a afirmação “quem sabe, ensina a quem não sabe” se recupere de seu caráter autoritário, é preciso que quem sabe saiba sobretudo que ninguém ache tudo e que ninguém tudo ignora. O educador, como quem sabe, precisa reconhecer, primeiro, nos educandos em processo de saber mais, os sujeitos, com ele, deste processo e não pacientes acomodados; segundo, reconhecer que o conhecimento não é um dado aí, algo imobilizado, concluído, terminado, a ser transferido por quem o adquiriu a quem ainda não o possui.
·        Fazer a História é estar presente nela e não simplesmente nela estar representado9. Pobre do povo que aceita, passivamente, sem o mais mínimo sinal de inquietação.
·        Na medida em que a reconstrução nacional é a continuidade da luta anterior, do esforço anterior em busca da independência, é absolutamente indispensável que o povo todo assuma, em níveis diferentes, mas todos importantes, a tarefa de refazer a sua sociedade, refazendo-se a si mesmo também.
·        A alfabetização de adultos enquanto ato político e ato de conhecimento, comprometida com o processo de aprendizagem da escrita e da feitura da palavra, simultaneamente com a “leitura” e a “reescrita” da realidade, e a pós-alfabetização, enquanto continuidade aprofundada do mesmo ato de conhecimento iniciado na alfabetização, de um lado, são expressões da reconstrução nacional em marcha; de outro, práticas a impulsionadoras da reconstrução.
·  Na etapa da alfabetização, o que se pretende não é ainda uma compreensão profunda da realidade que se está analisando, mas desenvolver aquela posição curiosa referida acima; estimular a capacidade critica dos alfabetizandos enquanto sujeitos do conhecimento, desafiados pelo objeto a ser conhecido.
·    O trabalho que transforma nem sempre dignifica os homens e as mulheres. Só o trabalho livre nos dá valor. Só o trabalho com o qual estamos contribuindo para a criação de uma sociedade justa, sem exploradores nem explorados, nos dignifica.
·        O que é uma sociedade sem exploradores nem explorados? É a sociedade em que nenhum homem, nenhuma mulher, nenhum grupo de pessoas, nenhuma classe explora a força de trabalho dos outros. É a sociedade em que não há privilégios para os que trabalham com a caneta e só obrigações para os que trabalham com as mãos, nas oças e nas fábricas. Todos são trabalhadores a serviço do bem de todos.


Funções sociais da escola


                                  
RESUMO DESCRITIVO   
                                  
REFERÊNCIA: SACRISTAN, J. Gimeno. As funções sociais da escola: da reprodução à reconstrução crítica do conhecimento e da experiência in SACRISTIAN, J. Gimeno e GOMEZ, A./ Perez. Compreender e transformar o ensino; trad Ernani F. da Fonseca Rosa; 4ª edição – Artmed, 1998

A educação cumpre uma evidente  função de socialização, desde que a configuração social da espécie se transforma em um fator decisivo da  humanização do homem porque a espécie humana elabora instrumentos, artefatos, costumes, normas, códigos de comunicação e convivência como mecanismos imprescindíveis para a sobrevivência. Esse meio de aquisição por parte das novas gerações das conquistas sociais costuma denominar-se genericamente como processo de educação. A preparação das novas gerações para sua participação no mundo do trabalho e na vida pública requer a intervenção de instâncias específicas como a escola cuja função é atender e canalizar o processo de socialização, que por seus sistemas de organização, introduz nos alunos em etapas, mas progressivamente, as idéias, os conhecimentos, as concepções, as disposições e os modos de conduta que a sociedade adulta requer. Desde o surgimento das sociedades industriais, a sociedade delega e encarrega à escola a função da  incorporação futura ao mundo do trabalho, porém não é fácil definir o que significa, em termos de conhecimentos, disposições, habilidades e atitudes, preparar os alunos para sua incorporação não conflitante no mundo do trabalho, especialmente em sociedades pós-industriais, nas quais emergem diferentes postos de trabalho autônomos ou assalariados e nas quais o desenvolvimento econômico requer mudanças aceleradas nas características do mercado de trabalho até porque a escola ainda possui outra função que é a formação do cidadão para sua intervenção na vida pública, e assume no sentido de socialização a idéia de que é igual para todos e de que, portanto, cada um chega onde suas capacidades e seu trabalho pessoal lhes permitem. Ela também cumpre a função de impor a ideologia dominante na comunidade social mediante um processo mais ou menos aberto e explícito de transmissão de idéias e comunicação de mensagens, seleção e organização de conteúdos de aprendizagem. Sendo assim, para compreender a extensão, a complexidade e a especificidade dos mecanismos de socialização na escola se requer uma análise exaustiva das fontes e fatores explícitos ou latentes, acadêmicos ou sociais, que exercem influência relevante na configuração do pensamento e ação dos alunos. É preciso aceitar que a contradição entre aparências formais e realidades factuais faz parte do próprio processo de socialização na vida escolar, na qual, sob a ideologia da igualdade de oportunidades numa escola comum para todos, se desenvolve lenta, mas decisivamente o processo de classificação, de exclusão das minorias e do posicionamento diferenciado para o mundo do trabalho e da participação social. È fato que o conhecimento nos diferentes âmbitos do saber é uma poderosa ferramenta para analisar e compreender as características, os determinantes e as conseqüências do complexo processo de socialização reprodutora. Com este objetivo, deve-se substituir a lógica da homogeneidade, imperante na escola, com diferentes matizes, desde sua configuração, pela lógica da diversidade porque igualdade de oportunidade não é um objetivo ao alcance da escola. Assim, o desafio educativo da escola contemporânea é atenuar, em parte, os efeitos da desigualdade e preparar cada individuo para lutar e se defender, nas melhores condições possíveis, no cenário social.

Palavras chaves:  educação, sociedade, escola, transformação
           

quarta-feira, maio 18, 2016

Atividade sobre o livro A hora da Estrela


INSTITUTO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO MINISTRO CARLOS SANTANA                         Aluno(a):______________________________________________Série: 6ª  Turma: ___  Professora: Mariene Macedo     Disciplina: Língua Portuguesa    

                                               Atividade avaliativa do Filme  A hora da estrela

Fique por dentro:  CLARICE LISPECTOR
Nasceu em 10 de dezembro de 1920 em Tchetchelnik, Ucrânia. Quando tinha cerca de dois meses de idade, seus pais migraram para o Brasil, terra que considerava como sua verdadeira pátria. Em 1924, a família mudou-se para o Recife, onde iniciou seus estudos. Por volta dos oito anos, Clarice perdeu sua mãe. Três anos depois, a família muda-se para o Rio de Janeiro.
Em 1967, um cigarro provoca um grande incêndio em sua casa e Clarice fica gravemente ferida, correndo risco inclusive de ter sua mão direita amputada. Porém, após se recuperar, continua com sua carreira literária publicando diversos livros. Publica em 1977 seu último livro, A hora da estrela, vindo a ser internada pouco tempo depois com câncer. A escritora vem a falecer no dia 9 de dezembro do mesmo ano, véspera de seu aniversário de 57 anos .

 
 

 1.  Marque a alternativa correta 
a)  Macabéa era
A – bonita (       )             B – interessante (     )               C – prostituta  (      )        D – inútil (     )
b) A hora da Estrela, hora mais importante de qualquer pessoa, nesse filme baseado no livro de Clarice está mesmo no momento de
(      ) nossa chegada ao mundo.                             (      ) nossa partida desse mundo.
(      ) um feito interessante em nossa vida.          (      ) uma reflexão sobre a vida.

2. Macabéa era muito magra e pálida, pois não se alimentava direito. Qual era na maior parte das vezes a alimentação de Macabéa?  ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
3. Quais as principais características de Olímpico? O que ele deseja ser?   __________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

4.. O que a cartomante disse a Macabéa que a faz ter esperanças de uma vida melhor.
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
5. O que você achou do comportamento de Gloria em relação a Macabéa? Justifique.
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
6..Observando o enredo do filme preencha as lacunas.

Macabéa, uma nordestina de ______ anos, orfã de pai, mãe e da tia que a criou, vai para________________( cidade) ser ___________________( profissão). Ela vai morar numa pensão e tem uma vida sem muitas emoções, pois é indiferente a elas. Conhece ________________________( nome e sobrenome)  e os dois começam a namorar. Porém a relação não se sustenta e ele  acaba trocando Macabéa, a quem chama de “cabelo na sopa”, por ______________, colega de trabalho da ex-namorada, que, por recomendação de sua cartomante, rouba o namorado de Macabéa. Glória, então, recomenda-lhe sua cartomante, para que se sinta melhor, e Macabéa decide ir. A cartomante diz à garota que sua vida irá mudar repentinamente: seu ex-namorado a pedirá de volta, ela ganhará uma grande fortuna e se casará com um gringo lindo que se apaixonará por ela. Macabéa fica entusiasmada, mas quando sai na rua é___________________ por uma Mercedes e morre.

7.    Com relação a Macabéa podemos dizer que:
Ela é uma sofredora, pobre coitada, sem opinião, quase apagada e sem objetivos maiores, pois nem ela mesma sabia o que queria” . Informe algumas passagens do filme que comprove a afirmação acima ( mínimo duas)
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________



Atividade sobre o livro Restos Mortais


INSTITUTO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO MINISTRO CARLOS SANTANA          Aluno(a):______________________________________________Série: 6ª 
Professora: Mariene Macedo     Disciplina: Língua Portuguesa    Data: ____/_____/____      
                   
                                   Atividade avaliativa do Livro Restos Mortais

Fique por dentro:

FERNANDO SABINO.

Escritor, repórter e cronista brasileiro. Nasceu a 12 de outubro de de 1923, em Belo Horizonte,  Mina Gerais, e faleceu a 11 de outubro de2004, no Rio de Janeiro. 
Demonstrou a sua vocação como escritor muito cedo, tendo começado a publicar ainda adolescente as suas crônicas em revistas literárias. Formou-se em Direito em 1946 e exerceu várias profissões não deixando, contudo, de escrever crônicas, novelas, contos e romances.
 
 


 PARTE 1

1.      Observe atentamente seu livro e responda: 

Título da obra______________________________________________
Autor_____________________________________________________
Editora___________________________________ Edição________________________
Série do livro_______________________________

Gênero:  (    ) romance           (     ) conto          (      ) novela          (     ) crônica

2. Cite três obras desse mesmo autor ( 0,3 )

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

3. Podemos observar sobre a história: Consulte o banco de dados ( 0, 5)
Médico – dentista -  advogado -  Salvador  - Belo Horizonte  -    Brasilia  - Minas Gerais –  olho – ouvido - Tocantins – Galdino  - Laerte  -  Rio de Janeiro -  Paraná – epilepsia – coração – rosto
 
 

a)  A história se passa  na cidade de _______________ capital do estado de _________________ no ano de 1963. O pai de ______________ está preste a viajar a cidade do __________________ com sua esposa

b) Laerte, era__________, recebe então seu pai em seu consultório, agoniado com a ideia da viagem, O pai de Laerte fala que deixará tomando conta da casa _______________ que era o homem que tinha __________  infeccionado.

c)Na manhã seguinte Laerte passa visitando alguns clientes,chegou tarde a seu consultório e tem como noticia um ataque de ___________de Galdino

PARTE 2
  
4.      Sua compreensão sobre o livro 

a)    Que personagem você achou mais interessante?  Descreva-o ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

b)   Em que / quais lugar ( es) se passa a história? 
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

c)    Você se surpreendeu com alguma coisa na história? Em qual parte? Cite 

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

d)   O que você diria a seus amigos sobre esse livro? 
___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

e)    Descreva o enredo da história lida 

___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Conhecendo e interagindo com as obras de Jorge Amado


COLÉGIO MODELO LUIS EDUARDO MAGALHÃES
MONITORA: MARIENE DE OLIVEIRA MACEDO
DISCIPLINA: LÍNGUA PORTUGUESA



Com o povo aprendi tudo quanto sei, dele me alimentei e, se meus são os defeitos da obra realizada, do povo são as qualidades porventura nela existentes. Porque, se uma virtude possui, foi a de me acercar do povo, de misturar - me com ele, viver sua vida, integrar - me em sua realidade. (AMADO, 1981: 12)




                                                          

Justificativa


2012 é o ano do centenário de Jorge Amado, esse autor fascina seus fãs e não deixa oculta   a cultura baiana quando se trata de seus livros literários, tendo em vista essa afirmativa é que surgiu o projeto Conhecendo e interagindo com as obras de Jorge Amado com o intuito de fazer uma viagem pelas obras do autor visto que ele será um dos autores como fonte de estudo de alguns vestibulares do ano em curso a citar a Universidade do Estado da Bahia ( UNEB ) com dois livros nas sua referencia. Os alunos em foco farão esse vestibular e outros que com certeza virão, unindo o útil ao agradável o projeto fará estudos das obras nos período de 05 de novembro a 07 de dezembro de 2012 no Colégio Modelo Luis Eduardo Magalhães, situado à rua  Joel Presídio, tendo como público alvo os alunos do 3° ano do ensino médio  inscritos  no projeto EM Ação.

Jorge Amado fez e faz muito sucesso com suas obras que eram feitas sobre a época dos coronéis, ele foi um grande criador de romances ficcionais e o mais interessante é que muitas vezes seus personagens eram tirados de pessoas da vida real, apimentando sua história um pouco ou mudando seu nome apenas, ele foi tão famoso que muitos de seus livros eram traduzidos para outras línguas, descreve um Brasil mestiço, alegre, festeiro e sensual apresenta elementos pinçados de um país tão real como imaginário, do mesmo modo como seus livros permitem entender aspectos sociais e culturais fundamentais da própria sociedade brasileira.

Pretende-se aqui despertar nos alunos, por meio  das obras  de Jorge Amado, não apenas o gosto pela leitura, mas também o interesse pela reflexão crítica e viva acerca da nossa realidade porque a literatura sempre foi um reflexo, mas também um elemento produtor de nossa identidade, e Jorge Amado é figura de ponta para, bem acompanhados, entendermos com quantas obras e romances se constrói uma imagem privilegiada desse Brasil,mas precisamente dessa Bahia maravilhosa


Objetivo Geral

Conhecer e analisar obras de Jorge amado tendo em vista a linguagem e aspectos culturais da época fazendo uma analogia com a atualidade.

Objetivos Específicos

·         Identificar e caracterizar a Bahia como cenário nas obras de Jorge Amado.
·         Analisar a figura feminina nas obras do autor.
·         Identificar os principais temas abordados nas obras de Jorge Amado.
·         Conhecer trechos de obras literárias do autor
·         Comparar as características dos principais personagens dos livros em estudo
·         Conhecer o estilo literário do autor
·         Analisar a linguagem empregada nas obras literárias de Jorge Amado.
·          
Procedimentos

1° momento

·         Questionamentos sobre o que sabem sobre Jorge Amado
·         Levantamento das obras do autor conhecidas pelos alunos
·         Leitura da biografia de Jorge Amado
·         Discussão sobre a biografia

2° momento

·         Leitura de trechos do livro Capitães da Areia
·         Exibição do resumo do filme Capitães da Areia
·         Comparação do vídeo com o livro através de discussões
·         Apontamento com semelhanças e diferenças
·         Produção textual: resumo  do vídeo com leitura pelos alunos para socializarem as várias formas de se contar uma mesma história.

3° momento

·         Apresentação do livro Dona Flor e seus dois maridos
·         Leitura de trechos do livro
·         Comentários sobre os trechos lidos
·         Exibição do filme Dona Flor e seus dois maridos
·         Discussão sobre o vídeo   comparando a escrita do livro
·   Levantamento de aspectos abordados no livro e no filme como por exemplo religião, fidelidade, culinária, linguagem e cultura baiana.
·    Criação de mural abordando aspectos dos dois livros analisados ( autor,n° de páginas, editora,  temáticas envolvidas, principais personagens )

4° momento

·         Leitura de capítulos dos livros Gabriela cravo e canela, Tereza Batista cansada de guerra
·      Comparação dos capítulos lidos por escrito abordando as duas mulheres ( comportamentos, posição social que ocupa, rotina ... )
·         Discussão sobre os textos produzidos

5° momento

·         Exibição do filme Tieta
·         Levantamento de temas abordados no vídeo
·         Discussão em grupo com elaboração de cartaz
·         Produção textual abordando a figura feminina nas obras do autor
6° momento
·         Apresentação de uma escolinha em homenagem a Jorge Amado, abordando os principais personagens de Jorge Amado em seus livros.

Recursos

Obras literárias de Jorge Amado, DVD,data show,  caixa de som,  computador,papel metro, pincel atômico, cartolina.

Conclusão

 Durante todo o processo foi feita inúmeras leituras de obras literárias do autor com uma participação e comprometimento com as atividades propostas pela monitora, os alunos assistiram a vídeos e expressaram pontos de vistas em todos os momentos, como momento final aconteceu a Escolinha do professor Jorge Amado, em que os alunos eram os personagens dos livros estudados ( os alunos estavam a caráter do personagem e se comportavam como tal).
O trabalho foi gratificante. Acredito que Jorge Amado foi muito bem interpretado e que os alunos obtiveram êxito ao conhecer o estilo literário e as obras do autor.

Referencias

AMADO, Jorge. Tieta do Agreste. 26ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2001.

___________. Capitães da Areia.  108ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2002

___________. Dona Flor e seus dois maridos. Rio de Janeiro/São Paulo, Record. 1996.   
___________. Gabriela, Cravo e Canela. Rio de Janeiro: Companhia das letras, 2012
____________.Tereza Batista cansada de guerra.   Rio de Janeiro:  Companhia das Letras, 2008.  

TAVARES, Paulo. O Baiano Jorge Amado e sua obra. São Paulo: Record. 1982.



domingo, abril 17, 2016

Análise do discurso de trecho do livro Cabeça de Porco II

O livro Cabeça de porco é fruto de uma parceria entre MV Bill (Rapper), Luiz Eduardo Soares (Antropólogo) e Celso Athayde (Produtor de MV Bill, idealizador e coordenador da CUFA - Central Única das Favelas) onde se reuniram em um só tema. A obra nos aponta temas como a violência nas favelas, as "ramificações" da vida no morro, que são a criminalidade, drogas ou tráfico, além da desestruturação familiar, o desamparo social, a corrupção da polícia, o racismo.
A obra parte de uma pesquisa que MV Bill e Celso Athayde iniciaram para retratar como vivem as comunidades marginalizadas. Eles percorreram o Brasil de Norte a Sul e visitaram as favelas mais conhecidas pela violência e criminalidade, uma jornada angustiante a cada parada. Vivem a realidade de um Brasil que poucos conhecem e por isso mesmo quem nos apresenta esse contexto são os relatos de moradores, com histórias marcadas pelo sofrimento da violência, das drogas e mortes.
No capítulo IV, intitulado como Invisibilidade e reconhecimento destacamos  o texto “ Invisibilidade, Reconhecimento e a Fonte Afetiva do Crime” ( p.175), e é a partir deste enunciado e de alguns trechos do referido texto, que iremos fazer uma análise de discurso de linha francesa, abordando os seguintes conceitos: Discurso, Sujeito e Formação discursiva.
A Análise do Discurso iniciou-se na França, na década de 60, com as publicações da Revista Langages, nº13, de Jean Dubois, em 1969, e do livro Análise automática do discurso, de Michel Pêcheux, também em 1969. A Análise do Discurso caracteriza-se como uma “transdisciplina” de interpretação que busca compreender o processo que leva à construção dos sentidos, pensando na relação entre a língua, discurso e ideologia. De acordo com Orlandi (2007, p. 17), “o discurso é o lugar em que se pode observar essa relação entre língua e ideologia, compreendendo-se como a língua produz sentidos por/para os sujeitos”.   

Destacamos o trecho do  livro Cabeça de Porco para analisarmos,

Um jovem pobre e negro caminhando pelas ruas de uma grande cidade brasileira é um ser socialmente invisível.[...] Uma das formas mais eficientes de tornar alguém invisível é projetar sobre ele ou ela um estigma, um preconceito. Quando o fazemos, anulamos a pessoa e só vemos o reflexo de nossa própria intolerância. Tudo aquilo que distingue a pessoa, tornando-a um indivíduo, tudo o que nela é singular, desaparece. O estigma dissolve a identidade do outro e a substitui pelo retrato estereotipado e a classificação que lhe impomos [ATHAYDE, Celso; BILL, MV; SOARES, Luís Eduardo.  P. 175].

Sabemos que as diferentes formas de viver a juventude, de ir a busca das suas necessidades, faz da cidade um lugar de representações simbólicas, sociais e físicas, onde se constroem as condições pessoais para o viver. O sentido de reconhecimento em que os jovens apontam como necessidade cidadã e muitas vezes ignorados pelos órgãos públicos, no tocante a ausência de oportunidades congruentes com as reais necessidades da juventude, pode ser entendida como sendo uma necessidade de auto-valorização e respeito pelas diferenças. No entanto, muitos desses jovens não tem essa oportunidade e passam despercebidos pela vida, o que nos faz questionar de que forma ou quando as pessoas são consideradas invisíveis para a sociedade.
É notável que a nossa sociedade é desigual, embora permaneça um discurso de que todos nós somos iguais perante a lei, mas  apenas no papel porque a todo momento tem pessoas que são vítimas de preconceito diversos, no trecho  em estudo ser foco de discriminação pela origem ou cor da pele gera revolta e reivindicação por oportunidades iguais.
Tendo em vista a formação discursiva que se define como aquilo que numa formação ideológica dada, ou seja, a partir de uma posição dada em uma conjuntura sócio-histórica determina o que pode  e deve ser dito. Encontramos nesse trecho a presença de um discurso capitalista, em que  a diferenciação das classes sociais através de um estereótipo  (pobre/rico), ou seja, o fato de ser pobre já é a culpa de todos os problemas que surgirem, rotulando-os como “ moleque perigoso ou guria perdida”, cujo comportamento já é previsível, resultados de estigmas associados à pobreza, os que derivam do racismo.
 Esses jovens estão inseridos em uma sociedade historicamente preconceituosa, jovens moradores de favelas, em sua grande maioria afrodescendentes, são impedidos de desfrutar de uma vida digna, com igualdade e oportunidade de acesso aos bens necessários à existência humana, como trabalho, habitação, saúde, educação, lazer e reconhecimento, fatores estruturais que constituem a condição para efetivação da cidadania. Dentre os fatores gerados pelas práticas excludentes percebemos a incansável busca pela visibilidade social que alguns jovens manifestam através do fascínio por  status e sedução proporcionados pelas armas de fogo, as quais representam para eles reconhecimento e poder.
Nesse trecho observamos um discurso em busca de um status mais elevado, uma ambição em mudar de vida de maneira fácil e rápida sem ao menos pensar nas conseqüências de seus atos, a única coisa que às vezes interessa é a satisfação do seu ego, a elevação da sua auto-estima mesmo que de maneira ilícita.
A transfiguração da identidade decorre da concepção problemática dos estereótipos, os quais têm assumido sacralidade na vida social, apesar de a priori não haver razão para tal legitimação. Os estereótipos estão diretamente atrelados às idéias preconcebidas a respeito de determinado assunto, pessoa ou imagem e podem gerar uma sistematização de ações que altera completamente a maneira pelo qual o outro passa a ser percebido em função da rotulação ou especificação dada a determinado grupo social. É o que se verifica no trecho abaixo:

Quem está ali na esquina não é o Pedro, o Roberto, a Maria, com suas respectivas idades e histórias de vida. Quem está ali é o “moleque perigoso” ou a “guria perdida”, cujo comportamento passa a ser previsível. Lança sobre uma pessoa um estigma correspondente a acusá-la simplesmente pelo fato de ela existir. Prever seu comportamento estimula e justifica a adoção de atitudes preventivas. Como aquilo que se prevê é ameaçador, a defesa antecipada será a agressão ou a fuga, também hostil. Quer dizer, o preconceito arma  o medo que dispara a violência, preventivamente (Invisibilidade, reconhecimento e a fonte afetiva do crime, por Luís Eduardo Soares, p. 175)


            Os cientistas sociais diriam que este é um caso típico de “ profecia que se autocumpre” Esses pessoas entram nessa vida e tornam-se “ invisíveis”  invisíveis porque nada é feito para reforçar a auto estima, apenas os colocam ( quando colocam) em instituições que os humilham, agridem, eliminando suas chances de regeneração, de recomeço.
O fato é que enquanto seres humanos, tudo o que vivemos nos diz respeito, e precisamos tomar atitudes que apontem uma melhoria na qualidade de vida dessas pessoas que vivem em favelas e que não são vistos pelo poder público, ao não ser em campanhas eleitorais, como diz o livro Cabeça de porco, porque somos cúmplices da sociedade em que vivemos – com seus defeitos e qualidades, - por omissão ou contribuição ativa” ( p.223), e assim se nada fizermos essas pessoas continuarão invisíveis aos nossos olhos no dia a dia sendo preciso torná-las visíveis em toda a comunidade/sociedade, assim como na mídia e não apenas  visível apenas quando eles fizerem mal a alguém como roubando ou matando como é retratada atualmente.






Referências

MELUCCI, Alberto. Juventude, tempo e movimentos sociais. Revista Young. Trad. Angelina Peralva. Estocolmo: v. 4, nº 2, 1996, p. 3-14.

SOARES, Luiz Eduardo; MV Bill, ATHAYDE, Celso. Cabeça de Porco. Rio de janeiro: Objetiva, 2005.

ALVES, Aline; BRITO, Glauber; LIMA, Jaiane; MODESTO, Cristiane; PEREIRA, Adilton; QUADROS, Adriana. Cadeia da Violência. F2J. Salvador. Junho/2006.






Desafios nas redes sociais

A aprendizagem em espaços virtuais, como por exemplo, as redes sociais constitui um enorme desafio para a sociedade digital, na medida em q...