quinta-feira, agosto 15, 2013

Sugestão de Filmes


Sugestão de Filmes para serem trabalhados na escola


 TEMA A SER TRABALHADO
NOME DO FILME
AUTOR DO FILME

Vinda da Família Real ao Brasil


Carlota Joaquina

Carla Camurati
A guerra de Canudos
A guerra de canudos
Sérgio Rezende

Cinema/filme
Terra em transe
Glaber Rocha

Revolta da vacina/ Osvaldo Cruz
Sonhos tropicais
André Sturm

Imigrantes japonenses no Brasil

Gaijin- os caminhos da liberdade

Tizuka Yamasaki

Ditadura militar


O que é isso companheiro?

Homônino

Lamarca

Bruno Barreto


Fernando Gabeira

Sérgio Resende

Modernismo
A hora da estrela
Susana Amaral

Condições de trabalho, Industria textil
Norma Rae
Martin Ritt

Hans Staden/ explorador alemão

Hans Staden

Luiz Alberto Pereira

Conflito/ crença / lealdade

O homem que não vendeu sua alma

Fred Zinnermamn
Conflitos na Alemanha / Depressão
Asas do desejo
Win Wenders
Alemães / Hitler
O trunfo da contade
Leni Riefenstahl
Solidão / mistério / exclusão
O enigma de Gaspar Houser
Werner Herzog

Como trabalhar receita culinaria

LEITURA DO ALUNO DE RECEITA CULINÁRIA

Org. Mácia Mascarenhas


OBJETIVO - O que os alunos podem aprender nesta atividade?
Comportamentos de leitor – buscar no portador correto, localizar no índice, avaliar se a informação está de acordo com o que deseja etc., apoiando-se em informações sobre o sistema, ilustrações, diagramação, entre outras.

PLANEJAMENTO
Como organizar o grupo? Coletivamente, em roda.
Quais materiais serão necessários? Vários portadores de texto – livros e revistas de receitas, guias de endereço, livros de contos de fadas, jornais etc.

Duração: 45 minutos aproximadamente.

ENCAMINHAMENTO
  1. Coloque todos os portadores expostos.
  2. Conte aos alunos que eles deverão encontrar uma receita de bolo de milho (ou alguma outra) entre aquelas publicações que ali estão.
  3. Solicite que, primeiro, eles descartem aqueles portadores que acham que não devem conter a receita e explicitem o porquê.
  4. Depois que tiverem sido eliminados os guias, livros de história e outros portadores, peça que alguém escolha, entre os materiais que ali estão, um que possa conter a receita. Ele deve justificar sua escolha.
  5. Quando alguém escolher um livro ou revista de receitas, pergunte a todos como podem tentar descobrir se ele tem a receita que procuram sem precisar folhear todas as páginas. Se ninguém se referir ao sumário, você pode mostrar como utilizá-lo.
  6. Depois de encontrar a receita, peça que algum aluno já alfabético leia com você a lista de ingredientes e, na seqüência, o modo de fazer. Converse com eles a respeito da pertinência ou não da receita e, se possível, prepare-a com eles. Se a receita não for adequada, procure outras.

O QUE MAIS FAZER?

Toda vez que for consultar algum material escrito ou procurar uma informação, compartilhe com os alunos os seus procedimentos: em que portadores você busca que tipo de informação (lista telefônica para telefones, guias e mapas para endereços, livros de receitas, embalagens e revistas para receitas, livros para histórias, enciclopédias e outras publicações para informações científicas e curiosidades etc.); como você acha o que quer em cada um deles (pelo sumário, folheando, utilizando informações que podem estar nas margens das páginas, como no caso das listas telefônicas etc.); como você faz a leitura, dependendo do tipo daquilo que você está buscando (leitura rápida, para achar um telefone, leitura por extenso de histórias etc.) – isso tudo comunica aos alunos comportamentos de leitor. Na medida do possível, coloque-os para ajudar você nessas situações.

Alimentando não só o corpo!

SEQUÊNCIA DIDÁTICA  DE CIÊNCIAS  - Alimentando não só  o  corpo!
           

ETAPAS
PROCEDIMENTOS

                                   1ª
Todos: Leitura de imagens para questionar a alimentação deles.
Análise da arcadia dentária para entender como funciona o processo de mastigação.
Leitura pelo professor: Dieta embarcada para investigar possíveis alimentos utilizados pelos antigos navegadores.
Atividade  para todos.
Todos: Leitura de imagens  a fim de identificar diversos alimentos e posteriormente conhecer as suas funções;
Leitura pelo professor: Alimentos e nutrientes: Comer para quê? E a origem dos alimentos.
Questionamentos orais pelo professor a fim de descobrir se os alunos possuem uma alimentação equilibrada.
Atividade coletiva das perguntas
Solicitar imagens de vários alimentos para a próxima aula.
2ª
Estudo  dirigido  sobre os nutrientes, enumerando no quadro os principais nutrientes e a sua ação no organismo. 
Montagem de cartaz coletivamente sobre os nutrientes, separando-os.
Leitura pelo professor sobre dieta com o intuito de descobrir quando há a necessidade de uma dieta alimentar e quais os riscos de fazê-la sem orientação, 
Explicaçao pelo professor sobre a pirâmide alimentar, destacando a quantidade de alimento necessário por dia ao ser humano com uma alimentação equilibrada.
Leitura em dupla de alunos alfabéticos sobre a alimentação e as doenças  com o objetivo de descobrir mais informações sobre obesidade e desnutrição, 
Leitura do professor com os alunos não alfabéticos dos conselhos para uma dieta saudável.
Socialização das leituras feitas pelos alunos alfabéticos e não alfabeticos.
Atividade coletiva 
3ª
 Leitura pelo professor do texto: aproveitando tudo  com  o intuito de mostrar como reaproveitar os alimentos que sobram de uma refeição para outra.
 Atividade  ( em dupla, um alfabético e um não alfabético) com a intenção de separar os alimentos mostrados na pirâmide
Todos: Enumerar 4 formas de evitar o desperdício de alimentos em mural

               4ª
Leitura pelo professor: Os dentes e o processo de digestão a fim de compreender como se faz a  digestão dos alimentos
Observação coletiva do esquema simplificado do sistema digestório,  a fim de conhecer os órgãos que formam o sistema digestório e como eles agem nesse processo;
Leitura pelo professor  sobre Diarreia para formar uma lista de atitudes que podem prevenidas com relação a nossa saúde e alimentação
Observação coletiva e leitura pelo professor do esquema das etapas da digestão
Atividade 1 para os alfabéticos e 2  para os não alfabéticos
          5ª
Leitura pelo professor: a importância das fibras 
Atividade coletiva 
Socialização com os alunos para o final da sequência
Sugestão de alimento ( pão, feijoada, salada de frutas ou outro a criterio) Combinar com a classe a  melhor maneira de apresentar e  demonstrar conhecimentos através desses alimentos

PROJETO: APRENDENDO COM A ARTE

PROJETO: APRENDENDO COM A ARTE

 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA



Considerando as mudanças ocorridas no Brasil desde o século XIX no campo sócio-político-econômico, podemos observar que transformações substanciais influenciaram nas estruturas familiares e no surgimento de novas leis referentes ao ensino no Brasil. Fez-se necessária uma re-organização das práticas educacionais, na busca de uma educação de qualidade, tendo em vista que o aluno hoje, questiona, discute, interage e está cada vez mais conquistando seu espaço e construindo sua autonomia. Nesse contexto histórico, a disciplina de Artes “começa” a conquistar o seu espaço.

Assim sendo, salientamos que o conteúdo de Artes é um componente fundamental no desenvolvimento da aprendizagem do aluno. Cabendo ao professor proporcionar caminhos que possibilitem a reflexão, seja na sua própria produção, na do colega ou do artista. É importante destacar, que o trabalho educacional com  Artes Visuais não visa formar artistas, mas ampliar a capacidade criativa dos alunos e possibilitar que eles conheçam a linguagem artística e tenham um olhar sensível para o mundo, aprendendo a representá-lo.

Consideramos que o ensino de Artes, em sua amplitude de conhecimento, é fundamental para a formação cultural, intelectual e social não só do aluno como também do professor, pois favorece momentos de reflexão, conscientização, interação, inter-relacionamento, além de trocas de experiências e aquisição de conhecimentos.

A Arte como um todo, pode ser ensinada e aprendida, então é preciso trabalhar a organização pedagógica das relações artísticas e estéticas com os alunos. Sua importância na sociedade e na educação é devido a sua função indispensável na vida dos seres humanos, pois, representa, também, um determinado tempo histórico-cultural, expresso através de quadros, estátuas, esculturas, museus entre outros.

É necessário que tenhamos conhecimento sobre a Arte para poder se fazer arte. Ferraz e Fusari ( 1999) discute o contexto do ensino de artes, o PCN de arte ( 1997) defende que a educação em Artes, propicia o desenvolvimento artístico e Jorge Coli ( 2003 ),questiona a Arte e afirma que ela é supérflua, porém essencial para a sensibilidade. Analisando e refletindo tais pensamentos percebemos que a Arte é complexa e só entende o que ela é quando realmente a fazemos, e para fazê-la precisamos praticar... E isso tentaremos fazer da melhor forma possível através desse projeto e do apoio que será dado aos nossos alunos.


 JUSTIFICATIVA


De acordo com os PCN’s de Arte (1997), a educação em arte propicia o desenvolvimento do pensamento artístico, que caracteriza um modo particular de dar sentido às experiências das pessoas: por meio dele, o aluno amplia a sensibilidade, a percepção, a reflexão e a imaginação. Aprender arte envolve, basicamente, fazer trabalhos artísticos, apreciar e refletir sobre eles. Envolve, também, conhecer, apreciar e refletir sobre as formas da natureza e sobre as produções artísticas individuais e coletivas de distintas culturas e épocas.

Ainda afirma que uma função igualmente importante que o ensino da arte tem a cumprir diz respeito à dimensão social das manifestações artísticas. A arte de cada cultura revela o modo de perceber, sentir e articular significados e valores que governam os diferentes tipos de relações entre os indivíduos na sociedade. A arte solicita a visão, a escuta e os demais sentidos como portas de entrada para uma compreensão mais significativa das questões sociais. Essa forma de comunicação é rápida e eficaz, pois atinge o interlocutor por meio de uma síntese ausente na explicação dos fatos.

Pensando e acreditando assim a equipe gestora do Colégio Municipal Nossa Senhora do Carmo juntamente com a professora de Arte Renilza de Jesus Souza elaboraram um projeto que possibilite desenvolver o potencial de nossos alunos, mas que conduzisse este aluno a ser mais receptivo, mais aberto, com maior capacidade de interação e de realização de uma leitura reflexiva do mundo, já que a pintura é uma reflexão, através dela fazemos uma viagem ao nosso passado, vivemos o presente e podemos idealizar nosso futuro.

Esse projeto, titulado por nome “Aprendendo com a arte”                                             atingirá aproximadamente 330 alunos, distribuídos em 14 turmas, sendo 7 no matutino, 4 no vespertino e 3 no noturno, num período de 30 ( trinta ) dias e  contará com o apoio de um profissional como instrutor, toda a equipe da escola, além da professora responsável pela disciplina para auxiliar no que for necessário na execução  deste.

E por acreditar que o ser humano que não conhece arte tem uma experiência de aprendizagem limitada, escapa-lhe a dimensão do sonho, da força comunicativa dos objetos à sua volta, da sonoridade instigante da poesia, das criações musicais, das cores e formas, dos gestos e luzes que buscam o sentido da vida é que plantamos essa semente para que possamos colher o resultado da criatividade dos nossos alunos e da sua participação ativa nesse processo de aprendizagem.

  

OBJETIVOS:

GERAL


Trabalhar em sala de aula a parte teórica e fora da sala reproduzir fragmentos de obras próprias em muros da escola, para que o trabalho seja visto pelos outros alunos, mas que também esteja ao alcance de toda a comunidade oportunizando e compreendendo o real significado da arte.


ESPECÍFICOS


·        Aprender e valorizar a arte brasileira, aprendendo com a obra feita, além de passarem a preservar mais a escola;

·        Tornar a escola mais bonita;

·        Cultivar a sensibilidade e emoção tornando o aluno mais receptivo e capaz de interação com o mundo;

·        Divulgar a proposta de trabalho da escola;

·        Potencializar habilidades e dons dos alunos;

·        Valorizar todas e quaisquer manifestações artísticas e culturais;

·        Utilizar as diferentes linguagens  como meio para produzir, expressar e comunicar suas idéias, interpretar e usufruir das produções culturais, em contextos públicos e privados, atendendo a diferentes intenções e situações de comunicação.

·        Compreender e saber identificar aspectos da função e dos resultados do trabalho
do artista, reconhecendo em sua própria experiência de aprendiz, aspectos do processo percorrido pelo artista;



METODOLOGIA

Como Metodologia, serão propostas  práticas de trabalhos com alguns materiais com os quais os alunos  já possuem um contato, embora não com muita freqüência  – tinta e pintura diversas, serão discutidos sobre alguns artistas que influenciaram no contexto histórico das Artes Visuais, criação de esboços para futuros desenhos, escolha do desenho por turma, execução propriamente dita do projeto no muro da escola.



PARCEIROS


Secretaria Municipal de Educação, Prefeitura Municipal de Lajedinho, Alunos e professores.



CRONOGRAMA

ATIVIDADES PROPOSTAS
 PERÍODO / DIA


Discussão sobre o projeto
  19/07/10
Elaboração do mesmo
   20  a 26 / 07 /10
Divulgação entre os alunos e professores
  28/07/10
Atividades em sala de aula envolvendo o projeto a ser trabalhado como por exemplo: o  tema de cada sala, como se pinta, esboço do desenho, o que precisa para uma boa pintura e etc.

  29//07 a 10/08/10
Realização da pintura em todo o muro da escola
13  a  17/08/10
Avaliação pelo professor e equipe gestora do projeto
20/08/10



RECURSOS

MATERIAIS: Tintas látex branca, bisnagas diversas cores, pincéis, papel ofício, lápis de cor etc.


HUMANOS:  Professores, alunos, instrutor de pintura, gestores da escola.

VIABILIDADE FINANCEIRA


Necessidades
Custo

Instrutor de pintura
 510,00
Tinta látex
 120,00
Bisnagas diversas
 132,00
Papel ofício
   13,00
Pinceis
   22,00
Lápis de cor
     8,00
total
  805,00

 Imprevistos 10%

    80,50


AVALIAÇÃO


Durante a execução do projeto serão observados o interesse e a participação dos alunos, o respeito pelo próprio trabalho e pelo dos outros, a organização do espaço, o espírito curioso de investigar possibilidades, a paciência para tentar várias vezes antes de alcançar resultado, o respeito pelas diferenças entre as habilidades de cada aluno, o saber escutar o que os outros dizem, a capacidade de concentração para realização dos trabalhos, pois isso são atitudes necessárias para a criação e apreciação artísticas. É importante que o professor descubra formas de comunicação com os alunos em que ele possa evidenciar a necessidade e a significação dessas atitudes durante o processo de trabalho dos alunos.

Além desses critérios será estabelecida uma nota/conceito que fará parte da III unidade na disciplina de Arte


REFÊRENCIAS


BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Arte / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília : MEC/SEF, 1997. 130p.


COLI, Jorge. O que é arte.  São Paulo – SP: Brasiliense, 2003.

FERRAZ, Maria Heloísa C. de T. e FUSARI, Maria F. de Rezende. Metodologia do Ensino de Arte. Cortez, 1999.   



COMPARANDO AS ZONAS DO MUNICÍPIO

SEQUENCIA DIDÁTICA DE GEOGRAFIA – COMPARANDO AS ZONAS DO MUNICÍPIO
 PARA  TURMAS DA EJA

ETAPAS
                   PROCEDIMENTOS

1

Leitura de imagens   com questionamentos orais a fim de identificarem  como  vive a população de um município;
Leitura  do trecho  do texto que fala sobre a inauguração de Belo Horizonte  com o intuito de  identificar fatores responsáveis pelo crescimento da população urbana no Brasil.
Comparação de dados na tabela   observando a zona rural e zona urbana.
Atividades  para todos os alunos  com o objetivo de analisar dados da tabela da população brasileira.

2
Explicação e leitura pelo professor  “ Do campo para a cidade” a fim de abordar conceitos sobre migração e êxodo rural;
Exploração de imagens  a fim de conhecer a obra Retirantes de Candido Portinari  relacionando-a a questão do êxodo rural.
Apontar/ listar fatores que contribuem para a migração/ êxodo rural.

3
Leitura de imagens   com o objetivo de reconhecer a existência de desigualdades sócio-espaciais em cidades brasileiras e no município onde vive;
Leitura pelo professor “ Cidade: espaço de diferenças sociais”  com questionamentos orais sobre as dificuldades  da população dos baixos afastados do centro urbano.
Identificar dificuldades enfrentadas pela população que habita os municípios brasileiros através do texto lido e no seu dia-a-dia;



4
Leitura pelo professor “ Ações de governos e da população”  a fim  de conhecer relações/ações relacionadas ao problema da habitação, analisando a influência nas condições de vida dos moradores;
Leitura pelos alunos de um trecho sobre os problemas de uma comunidade a fim de comparar as realidades existentes no nosso país/município.
Explicação sobre os movimentos existentes em prol de uma boa comunidade “ associações”, incluir o MST, sem teto...

5
Atividades de socialização dos conteúdos trabalhados para todos os alunos  a fim de analisar as condições de vida da população, realizando a leitura de tabelas, fotografias e gravuras,
Vídeo: Vida Maria com o intuito de  conhecer  uma parte da  população  e analisar como vive boa parte da população do campo e como se pode alterar essa situação;
Socialização do vídeo oralmente.

Resumo do livro A Odisséia

Resumo do Livro a Odisséia de Homero

A Odisséia

A Odisseia retrata o regresso de Ulisses, rei de Ítaca, da Guerra de Tróia, pelo mar, até à sua terra natal. Durante a obra são focadas outras personagens, em Ítaca, onde Penélope aguarda pelo marido e onde uma multidão de pretendentes aguarda pela mão de Penélope, e também foca Telémaco, o filho de Ulisses, na sua busca pelo pai.
A Odisseia começa já passados dez anos da queda de Tróia, portanto, passados vinte anos do início da guerra, com Ulisses ainda longe de casa. Durante a sua ausência, um grande número de nobres juntaram-se na sua casa, banqueteando-se dos seus bens, e esperando a mão de Penélope, para usurparem o trono.
Esta situação causa grande dor em Telémaco, que vê a sua casa a ser consumida e sente-se impotente, pois é visto como muitos como uma criança.
Entretanto, os outros nobres da guerra já voltaram a casa, muitos morreram, vítimas da sua viagem de regresso ou de outras causas, como Agamémnon, que foi morto por Clitmnestra, a sua mulher, por ter sacrificado a filha Ifigénia. Apenas Ulisses continua desaparecido.
Resumidamente, na Odisseia contam-se as várias peripécias de Ulisses, até regressar a casa, bem como a procura deste por parte do seu filho. Ao regressar a casa, Ulisses mata os pretendentes e reencontra-se com Penélope. A obra apresenta ainda um último canto em que os pretendentes entram no reino dos mortos e os deuses restabelecem a ordem civil.
Resumo Geral
Ao sair de Tróia, Ulisses vive muitas aventuras, relatadas, não cronologicamente, na Odisseia. Ao mesmo tempo, a  sua casa é inundada de pretendentes, que vão desgastando a sua posse sob o pretexto de quererem a mão de Penélope.
Penélope, por sua vez, inventa variadas artimanhas, como a famosa artimanha do tear: ela diz que casará com um deles assim que teça uma mortalha para o velho Laertes, pai de Ulisses, mas se tece durante o dia, durante a noite desfaz.
Telémaco, o filho de Ulisses, ao atingir a sua maioridade, também não fica quieto. Incitado por Atena, ele parte em busca de notícias do pai, para o fazer regressar a Ítaca, ou para poder ele assumir o poder. Ao longo das suas viagens, a chamada Telemaquia, Telémaco vai crescer e amadurecer, terminando a obra como um homem adulto e maduro.
Retomando a história de Ulisses, ao sair de Tróia, passados dez anos de guerra, ele acompanha Nestor e Diomedes, mas depois separa-se desta frota e junta-se à de Agamémnon.
No entanto, uma tempestade desvia-o do curso, e, em vez de ir parar a Ítaca, Ulisses vê-se no Norte de África, no país dos comedores de Lódão. Ao ver onde estava, Ulisses arrasta os seus companheiros para o barco, e fazem-se novamente ao mar. Mas antes, alguns comeram a estranha planta e esqueceram completamente a sua terra natal.
Ulisses navega para o norte, mas, novamente, não vai dar a Ítaca. Desta vez, ele atraca no país dos ciclopes, os gigantes de um só olho. Lá é aprisionado por Polifemo, mas consegue escapar com a famosa charada do ninguém.
Primeiro Ulisses disse ao ciclope que se chamava Ninguém. Então, quando o cegou, Polifemo gritava "Ninguém cegou-me" e os outros ciclopes julgavam que ele tivesse ficado doido. Assim, Ulisses pode fugir, mais os companheiros, escondidos nas ovelhas.
Estranhamente imprudente, Ulisses gabou-se ao ciclope, dizendo que aquele que o tinha enganado se chamava Ulisses. Então, Polifemo amaldiçoou-o, pedindo a seu pai, Posídão, que o não deixasse regressar a casa, ou que o fizesse passar por muitos tormentos antes de o fazer. Daí o ódio de Posídão para com Ulisses.
Então atracaram em Eola, a terra do rei Eolo, senhor dos ventos. Este, compadecendo-se de Ulisses, deu-se um pote com todos os maus ventos, para que fizessem uma viagem segura para casa.
Já se avistavam as chaminés de Ítaca quando a curiosidade dos tripulantes de Ulisses deitou tudo a perder. Eles abriram o pote, julgando que continha tesouros que Ulisses queria para si, e logo os maus ventos escaparam e arrastaram o navio de volta para Eola.
Desta vez, julgando que a culpa tinha sido de Ulisses, Eolo não os ajudou e expulsou-os de casa. Assim, Ulisses chega à terra dos Lestrígones, que comiam homens. Alguns dos companheiros de Ulisses perderam assim a vida, e muitos outros também morreram quando os canibais, atirando pedras das falésias, destruíram 11 dos 12 navios de Ulisses.
Fugindo da terra dos Lestrígones, Ulisses chega à ilha de Circe, uma feiticeira que transforma todos em porcos, excepto Ulisses, que tinha comido uma planta que Hermes lhe indicara, para que não sofresse do feitiço. Ulisses torna-se então amante de Circe.
Passado um ano, os seus homens lembram-no de casa, e ele expôs o problema a Circe, que o ajuda. Primeiro, diz ela, Ulisses tem de ir ao Hades e, aí, falar com Tirésias, o adivinho. A própria feiticeira dá-lhe instruções para ele chegar à mansão dos mortos.
Ulisses fala com Tirésias no Hades, que lhe conta todos os perigos e sofrimentos que ele irá viver. Nesta viagem, morre um membro da tripulação, e por isso, ao sair do Hades, Ulisses regressa à ilha de Circe para o enterrar.
Então prossegue na sua viagem em direcção a casa, não sem antes a feiticeira lhe ensinar como há-de fazer para sobreviver às sereias. Ao encontrar-se com estes seres, que, ao, cantar atraem os marinheiros que se atiram ao mar, Ulisses já vai prevenido e encheu os ouvidos dos seus homens com cera, para os impedir de ouvir, pedindo-lhes que o amarrassem fortemente.
Assim, Ulisses passa salvo pelas sereias e prossegue a sua viagem. No entanto, a sua rota atravessa o lar de Cila, um monstro de seis cabeças que vive nas falésias de um lado do estreito, e de Caríbdis, um redemoinho do outro lado do estreito.
Para atravessar o estreito, é impossível escapar aos dois monstros. A nau foi manobrada de forma a escapar a Caríbdis, no entanto, não conseguiu evitar que seis homens morressem pelas seis cabeças de Cila.
Abalados, os homens prosseguem viagem, chegando à terra onde Hélios, o deus do Sol, pasta o seu gado. Sabendo que Hélios vê tudo, Ulisses avisa os seus homens para não comerem do gado. Eles obedecem, mas, passado um mês sem vento, os homens não conseguem resistir à fome e comem vacas quando Ulisses dorme, granjeando o desfavor do deus do Sol.
No dia seguinte os ventos sopraram favoráveis e eles partiram para Ítaca. No entanto, encontraram uma grande tempestade que os matou a todos, escapando apenas Ulisses, o qual flutuou por muito tempo, até chegar à ilha de Calipso.
Calipso torna-se amante de Ulisses, desejando-o para seu marido imortal, mas ele só pensa na mulher, Penélope, no filho, Telémaco, e na sua terra, Ítaca, ansiando regressar a casa. Assim se passam nove anos.
Passado nove anos, os deuses todos, excepto Posídão, reúnem-se num concílio e decidem que é tempo de Calipso libertar Ulisses. A ninfa obedece e ajuda Ulisses a preparar uma embarcação, na qual ele parte para Ítaca.
Mas Posídão, zangado por terem tomado aquela decisão sem ele, destruiu a embarcação de Ulisses, e este nadou até à terra dos Feaces. Aí, o rei e a raínha compadecem-se dele e oferecem-lhe ricos presentes e uma embarcação, na qual ele, finalmente, regressa a Ítaca.
Aí vai sendo reconhecido por diversas pessoas, começando, curiosamente, pelo seu cão, que morre de emoção. Finalmente, ele mata os pretendentes insolentes, o que ameaça causar desordem. Mas os deuses intervêm e restabelecem a ordem em Ítaca.
Canto a Canto
Canto I -
Abre-se a obra com um concílio dos deuses, quando Posídão está afastado para receber ofertas. Durante este concílio, discute-se o caso de Ulisses, odiado por Posídão, por ter cegado um ciclope seu filho. Finalmente, Atena convence o seu pai que é altura de ajudar Ulisses a voltar para casa.
Então ela vai, disfarçada de Mentes, à corte de Telémaco, vendo o festim dos pretendentes e exortando Telémaco a procurar o seu pai. O jovem convence-se e convoca uma assembleia, o que admira os pretendentes. Eles continuam no seu festim, mas Telémaco vai para a cama, sonhando com a sua viagem.
 Canto II
No dia seguinte dá-se a Assembleia dos Itacenses, em que Telémaco denuncia que os pretendentes estão a esbanjar os pertences de seu pai. Os pretendentes defendem-se, através da voz de Antínoo, que diz que a culpa é de Penélope que não escolhe um deles.
A esta acusação, Telémaco ameaça os pretendentes, e duas águias enviadas por Zeus aparecem no céu, confirmando as suas ameaças. Mas os pretendentes recusam-se a partir até que Penélope escolha um deles.
A Assembleia acaba e Telémaco vai para a praia, onde reza a Atena, que lhe aparece sob a forma de Mentor. Eles arranjam uma nau e, com a ajuda de Euricleia, a ama velha do jovem, retiram secretamente provisões para a viagem. Penélope é mantida na ignorância dos acontecimentos, para não se preocupar.
Atena disfarça-se de Telémaco e recruta vinte jovens e procura por uma nau. Depois torna a fazer-se como Mentor e, com Telémaco, parte pelo mar, em direcção a Pilo.
 Canto III
Chegados a Pilo, encontram-se com Nestor e o filho, sacrificando em honra de Posídão, e são convidados a participar no festim. Então, Telémaco identifica-se e Nestor conta-lhe os últimos dias da Guerra de Tróia.
Conta que houve uma discussão entre Agamémnon e Menelau e os dois irmãos dividiram o exército em duas facções, que partiram separadamente. Ulisses saiu com Nestor e  Diomédes, mas em Ténedos separou-se deles e juntou-se a Agamémnon. Nestor acrescenta que esta é a última vez que viu Ulisses.
Para além desta história, Nestor conta o regresso de outros reis, como Agamémnon, assassinado por Egisto e Clitmnestra, a qual foi, por sua vez, morta por Orestes, seu filho.
Conta ainda as viagens de Menelau que passou pelo Egipto e viveu várias aventuras com Helena. Por isso mesmo, chegam à conclusão que o mais sensato é que Telémaco vá visitar Menelau para ter notícias do seu pai.
No dia seguinte, após um sacrifício a Atena, Telémaco parte para Esparta num carro oferecido por Nestor, na companhia do filho mais novo deste.
 Canto IV
Chegam ao palácio de Menelau quando ocorre o festim do casamento de um dos filhos do rei e têm uma recepção exemplar. Durante o banquete Menelau fala de Ulisses, ainda sem saber quem é Telémaco, e este começa a chorar.
Então Helena junta-se a eles e reconhece o jovem, mas a conversa sobre os propósitos de Telémaco é adiada por Menelau para o dia seguinte, passando o resto do banquete, em conjunto com a sua mulher, a contar feitos de Ulisses na guerra.
No dia seguinte, Télemaco conta o que se passa em Ítaca e que está em busca de notícias do pai. Por sua vez, Menelau conta o que passou no Egipto, sendo de destacar a história de Proteu, o qual se metamorfoseava, tentando escapar, mas a quem Menelau conseguiu arrancar as informações que queria.
Proteu contou que Ulisses ainda estava vivo, mas estava preso numa ilha por Calipso, a ninfa, que o queria para marido. Contou ainda a história de cada um dos varões, do seu regresso e da sua morte.
Telémaco prepara-se para partir e recebe imensas ofertas de Menelau.
Ao mesmo tempo, em Ítaca, os pretendentes descobrem o que fez Telémaco e preparam um navio para lhe armar uma emboscada e matá-lo. Também Penélope toma conhecimento do facto, desfalecendo de preocupação, trancando-se no quarto a chorar e recusando-se a comer.
Atena conforta-a através de um sonho, em que a irmã de Penélope lhe conta que Telémaco está em segurança.
Aqui termina a chamada Telemaquia, ou seja, a parte da Odisseia centrada em Telémaco, na sua acção e no seu amadurecimento psicológico. Começa-se agora a acompanhar as façanhas de Ulisses.
 Canto V
Numa nova assembleia dos deuses, Atena põe a questão do regresso de Ulisses à pátria, ao que Zeus envia Hermes para avisar a ninfa Calipso que deve libertar Ulisses, o qual não será seu marido como ela desejava.
Assim, passados nove anos, a ninfa finalmente liberta Ulisses, ajudando-o a construir uma jangada e a apetrechá-la. O varão parte para Ítaca, mas, ao mesmo tempo, Posídão regressa dos sacrifícios que estava a receber na Etiópia, ficando irado com o sucedido.
Provoca um vendaval que destrói a jangada de Ulisses, quase afogando o herói. Mas Atena e uma ninfa do mar, Leucótea, ajudam Ulisses a pôr-se a salvo e a alcançar a ilha de Esquéria, dos Feaces, onde Ulisses adormece exausto.
 Cantos VI a VIII -Estes cantos são resumidos todos juntos porque contam o tempo que Ulisses esteve com os Feaces, antes de começar a contar a sua história.
Quando Ulisses acorda, cansado e esfomeado, é descoberto por Nausícaa, princesa dos Feaces, e as suas aias, que lhe dão de comer, o vestem e o levam à cidade, ensinando-o como deve proceder.
Ulisses vai então ao palácio de Alcínoo e de Areta, que o recebem muito bem, prometendo ajudá-lo a voltar para Ítaca. Assim se passa algum tempo, até que, num banquete, Ulisses revela a sua identidade e começa a contar a sua história.
 Canto IX - Ulisses conta como partiu de Tróia e foi parar ao país dos Cícones, onde foi derrotado e teve de fugir, indo então atracar ao país dos comedores de Lódão. Conta ainda a história do país dos Ciclopes. (ver o resumo geral)
 Canto X  - Ulisses continua a sua viagem, contando a história de Eólo, dos Lestrígones e de Circe. (ver resumo geral)
 Canto XI - Neste canto, Ulisses conta a sua descida ao Hades, onde encontrou diversas almas. (ver resumo geral)
 Canto XII  - Aqui, Ulisses relata as suas aventuras com as sereias, com Cila, com Caríbdis e a desgraça que ocorreu com o gado de Hélio, bem como a tempestade com que foi parar à ilha de Calipso. (ver resumo geral)
 Cantos XIII a XVI  -Após relatar as suas histórias, Ulisses recebe dos Feaces inúmeros presentes, e estes transportam-no até Ítaca e, por isto, são castigados por Posídão. Por sua vez, Ulisses é recebido por Atena, na forma de mendigo, que o educa para o que se passa em Ítaca.
Ulisses vai até à quinta de Eumeu, criador de porcos, que lhe é leal, mas não revela quem é, até que chega Telémaco de Esparta. Então fazem planos de manter o regresso de Ulisses secreto.
Telémaco volta depois para o palácio, como se nada se tivesse passado, com Ulisses a segui-lo, disfarçado.
 Canto XVII - Telémaco vai visitar a mãe, que fica muito aliviada por o ver vivo e ouve as suas histórias, incluindo a do rumor que Ulisses está vivo e são na ilha de Calipso. Há também uma profecia, feita por um fugitivo, Teoclímeno, a Penélope, de que Ulisses está disfarçado em Ítaca e se vai vingar dos pretendentes. Mas a mulher não acredita.
Ulisses e Eumeu vão ao palácio, encontrando Melanteu pelo caminho que insulta Ulisses e lhe dá pontapés. Ulisses, que tem que manter o disfarce, não faz nada, mas Eumeu defende-o.
Chegados ao palácio, encontram Argo, o velho cão de Ulisses. Ao vê-lo, o cão levanta a cabeça e lança o seu último gemido, morrendo. Ulisses chora, secretamente, pois não quer que Eumeu descubra ainda quem ele é.
Entram então no palácio onde, como sempre, os pretendentes estão a fazer um banquete. Telémaco oferece ao pai um lugar e deixa-o mendigar. Todos dão algo a Ulisses, com a excepção de Antínoo, o chefe dos pretendentes, que o insulta e lhe bate.
O herói amaldiçoa Antínoo pelo seu acto, que perturba até os pretendentes. Entretanto, Penélope pergunta a Eumeu pelo forasteiro e sugere que lho tragam para ouvir a sua história e saber se tem notícias de Ulisses. Este concorda que a verá nessa mesma noite.
 Canto XVIII - Durante a tarde, chega Iro, um pedinte de quem os pretendentes gostam, que começa a insultar Ulisses, dizendo que Ítaca é o seu domínio privadoi para mendigar, o que faz Ulisses ripostar. Os pretendentes organizam então uma luta entre os dois, premiando o vencedor.
Iro gaba-se e diz que vai vencer, mas quando se despem para a luta, todos ficam admirados com os músculos de Ulisses e Iro tenta escapar à querela. Mas Antínoo não o permite. Ulisses vence e recebe os prémios.
Neste canto, Ulisses tenta avisar Anfínomo, o mais bondoso dos pretendentes, do que se está prestes a passar, mas este não percebe.
Penélope aparece então, parecendo deslumbrante, com a ajuda de Atena, e censura a luta, bem como o comportamento dos pretendentes. Estes, envergonhados, mandam os servos buscar presentes para ela.
Há noite, há um pequeno desentendimento entre Ulisses e Eurímaco, que é amante de uma serva infiel a Ulisses e acaba por atirar um escabelo ao herói, mas este acaba por acertar num servo.
Gera-se então um grande reboliço, ao qual Telémaco põe fim, para admiração dos pretendentes.
 Canto XIX - Com a partida dos pretendentes, Ulisses e Telémaco preparam a sala para o dia seguinte, tirando todas as armas que aí estavam e escondendo-as, trancadas, noutra parte do palácio.
Telémaco vai para a cama e Ulisses vai ter com Penélope, disfarçado de mendigo. Eles conversam, e Penélope conta-lhe como sente saudades do marido e os truques que tem usado para manter afastados os pretendentes.
Ulisses, por sua vez, inventa uma história, afirmando ter conhecido Ulisses e afirmando que ele ainda está vivo. Isto comove a rainha, sobretudo porque o mendigo afirma que Ulisses está a caminho do país.
Antes de se separarem, Penélope pede a Euricleia, a velha ama de Ulisses, que trate os pés do mendigo. Enquanto o lava, a ama reconhece-o através de uma cicatriz, mas Ulisses impede-a de revelar a sua identidade a quem quer que seja.
Entretanto, Penélope regressa e anuncia uma nova artimanha para entreter os pretendentes: haverá um concurso em que terão que disparar do arco de Ulisses através de uma fila de doze machados. Ela diz que, quem vencer, será o seu marido.
Depois, a rainha regressa para o seu quarto e chora, até Atena a fazer adormecer.

Canto XX - Durante a noite, Atena diz a Ulisses que o irá ajudar na sua luta, o que lhe dará êxito. Por outro lado, Penélope reza a Artémis que a salve do casamento com outro homem, mesmo que para isso tenha que morrer.
Já de manhã, Ulisses reza a Zeus para que lhe dê um sinal de protecção, e o Senhor do Olimpo faz ribombar um trovão, que é escutado por muita gente. Gera-se então um clima de tensão.
O herói vai observando o comportamento dos servos, tentando descobrir quais lhe são fiéis. Nesse dia chegam ao palácio três servos fiéis, portando bens para o banquete: Melanteu, o guardador de cabras, Eumeu, o porqueiro, e Filétio, o boieiro.
Entretanto os pretendentes vão planeando o assassínio de Telémaco, regressando depois ao palácio. Nesse dia, um insulto por parte dos pretendentes desponta um comportamento inesperado de Telémaco, que serve de prenúncio ao que se vai passar: ele faz um longo discurso, enumerando todos os defeitos dos pretendetes, os quais se riem.
Um último aviso é feito pelo adivinho Teoclímeno, que lhes diz que algo terrível está para acontecer. Eles porém também se riem dele, que sai do palácio furioso. O banquete prossegue, com Telémaco aguardando o sinal do seu pai.
 Canto XXI - Neste canto dá-se a competição de arco anunciada por Penélope. Os pretendentes aceitam o desafio e Antínoo goza com os servos que se mostram perturbados pela recordação do seu amo.
Telémaco é o primeiro a experimentar, mas após quatro tentativas Ulisses impede-o de continuar. Este chama a si Filétio e Eumeu e identifica-se. Eles, emocionados, prometem cumprir as ordens que ele lhe der.
Todos os pretendentes falham a sua tentativa e Antínoo sugere que tentem de novo no dia seguinte. Então, Ulisses pede uma tentativa. Os pretendentes recusam, mas Penélope convence-os a deixá-lo experimentar, após assegurar que não o tomará por marido se ele ganhar.
Este é o sinal esperado. Telémaco faz com que a mãe e as aias saiam, entregando o arco a Ulisses em seguida. Simultaneamente, sem que ninguém se aperceba, Eumeu e Filétio trancam as portas do salão.
Os pretendentes vão gozando com Ulisses, mas este arma o arco e dispara a flecha pelos machados, aparentemente sem esforço. Tão estupefactos ficam os pretendentes, que nem reparam que Telémaco pegou na espada e na lança e se aproximou do pai.
Canto XXII - Ulisses mata Antínoo e os pretendentes pensam que o pedinte enlouqueceu, ficando desorientados. Então o herói revela a sua identidade e Eurímaco tenta convencê-lo que a culpa pertence toda a Antínoo.
Começa uma luta em que os pretendentes são todos chacinados, por Ulisses, Telémaco, Eumeu e Filétio, sendo poupados apenas Fémio, aedo, e Medonte, arauto.
Ulisses chama Euricleia, que, cumprindo ordens do herói, traz à sala as doze servas infiéis. Estas são obrigadas a limpar o salão e depois são conduzidas para o pátio, onde são enforcadas.
O local é purificado através de enxofre e os servos fiéis saudam-no.
 Canto XXIII - Euricleia vai, apressada, avisar Penélope do sucedido. Esta, incrédula, desce para ver com os seus olhos, mas não reconhece Ulisses por este estar coberto de sangue e sujidade.
Então o herói manda que o deixem sozinho com a mulher e conta-lhe alguns segredos que só eles sabiam e que, por isso, o identificam como Ulisses. Penélope fica comovida e os dois saúdam-se.
Ulisses é limpo e vestido e vai para o quarto com Penélope. Entretanto, os servos fingem que as celebrações continuam, para que, fora do palácio, ninguém suspeite de nada.
O casal passa a noite acordado, fazendo amor e contando as suas aventuras e, numa bonita cena, Atena atrasa o Sol, para que os amantes possam ficar mais tempo juntos.
No dia seguinte, Ulisses parte, armado, mais o filho, Eumeu e Filétio, para o domíno de Laertes, seu pai.
 Canto XXIV - As almas dos pretendentes chegam ao Hades, conduzidos por Hermes, onde conversam com Aquiles, Pátroclo, Antíloco, Ajax e Agamémnon.
Entretanto, em Ítaca, Ulisses e o pai reencontram-se, numa ocasião comovente. Na cidade, as pessoas tomam conhecimento da carnificina e decidem vingar-se, dirigindo-se para o domínio de Laertes.
Ao mesmo tempo, no Olimpo, Atena conversa com Zeus acerca do sucedido. Este concorda que os actos de Ulisses foram justificados e permite que a filha aja para restabelecer a paz.
Na Terra, começou o combate e vários são mortos por Ulisses e Telémaco. Mas a deusa inflige-lhes pânico com a Égide, e depois ordena que o conflito termine, ordem essa reforçada por um trovão de Zeus.
Atena disfarça-se novamente de Mentor a ajuda a estabelecer a paz entre as duas facções. Ulisses reina novamente.


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