
segunda-feira, outubro 29, 2018
Esquematização das dimensões relacionais e indicadores para a usabilidade pedagógica
A mediação cognitiva e social para a educação aberta e em rede constitui o espaço de intervenção e romoção das cenarizações para a inovação pedagógica, enquanto processo centrado nas práticas dos atores e nos contextos de experiência da comunidade de aprendizagem e conhecimento, cuja natureza interacional e colaborativa se estabelece na modelização das dimensões relacionais e de organização
das aprendizagens em rede. Conforme imagem abaixo.
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| 1- Dimensões relacionais e indicadores para a usabilidade pedagógica |
De acordo com esta perspetiva, é proposto uma concessão da usabilidade pedagógica que tem como foco, para além da avaliação das formas de interação com os conteúdos e os ambientes, as dimensões de relacionamento na rede no âmbito do projeto de aprendizagem para os cenários emergentes de educação aberta, as quais se definem a partir dos seguintes indicadores: i) modalidades de comunicação que decorrem das formas de participação; ii) níveis de confiança como expressão do capital social da partilha na comunidade; iii) práticas colaborativas realizadas a partir das atividades de mediação social e cognitiva; iv) sustentabilidade das experiências de conhecimento ancoradas nos processos de andaimagem das aprendizagens; v) modalidades de e-moderação que resultam dos processos de liderança, em particular, da liderança partilhada na exploração e construção das redes de conhecimento; vi) organização da comunidade enquanto expressão da identidade, formas de relacionamento e atividade da rede de atores
domingo, outubro 21, 2018
O mundo em suas mãos
Tecnologia é um produto da ciência e da engenharia que envolve um conjunto de instrumentos, métodos e técnicas que visam a resolução de problemas. É uma aplicação prática do conhecimento científico em diversas áreas de pesquisa.
A palavra tecnologia tem origem no grego "tekhne" que signfica "técnica, arte, ofício" juntamente com o sufixo "logia" que significa "estudo".
As tecnologias primitivas ou clássicas envolvem a descoberta do fogo, a invenção da roda, a escrita, dentre outras. As tecnologias medievais englobam invenções como a prensa móvel, tecnologias militares com a criação de armas ou as tecnologias das grandes navegações que permitiram a expansão marítima. As invenções tecnológicas da Revolução Industrial (século XVIII) provocaram profundas transformações no processo produtivo.
A partir do século XX, destacam-se as tecnologias de informação e comunicação através da evolução das telecomunicações, utilização dos computadores, desenvolvimento da internet e ainda, as tecnologias avançadas, que englobam a utilização de Energia Nuclear, Nanotecnologia, Biotecnologia, etc. Atualmente, a alta tecnologia, ou seja, a tecnologia mais avançada é conhecida como tecnologia de ponta.
As novas tecnologias são fruto do desenvolvimento tecnológico alcançado pelo ser humano e têm um papel fundamental no âmbito da inovação.
Os avanços da tecnologia provocam grande impacto na sociedade. Pelo lado positivo, a tecnologia resulta em inovações que proporcionam melhor nível de vida ao Homem. Como fatores negativos, surgem questões sociais preocupantes como o desemprego, devido a substituição do Homem pela máquina ou a poluição ambiental que exige um contínuo e rigoroso controle.
fonte: www.significados.com.br/tecnologia-2/
domingo, setembro 23, 2018
Filme Quase Deuses
O filme Quase Deuses narra à história de dois homens
que através de pesquisas práticas mudaram os conceitos sobre cirurgias
cardiovasculares, tendo como cenário inicial a cidade de Nascheville, ano de
1930. Um
deles carpinteiro chamado Vivien Thomas (1910-1985), afro-americano, que
sonhava em ser médico. É contratado como
auxiliar de serviços gerais em um laboratório
que usava cães como cobaia. O outro, um médico, Dr. Alfred Blalock reconhecido no meio cientifico.
Vivian além de ser um
ótimo carpinteiro possuía uma mente privilegiada, aprendia com extrema
facilidade e era bastante habilidoso com as mãos e isso não passou despercebido
pelo seu chefe o Dr. Blalock. Percebendo que lhe seria útil em suas pesquisas
colocou-o como ajudante de laboratório.
Vivian comenta com seu
chefe sobre seu sonho de se tornar médico, Dr. Blalock estranha tamanha
ambição, pois acreditava que o normal seria ele continuar a profissão de seu
pai. Porém as circunstancias como: a falência do banco em que ele depositava
suas economias de sete anos, o nascimento de suas duas filhas e a falta de
apoio do seu chefe fizeram com Vivian não realizasse seu sonho.
O jovem rapaz se
mostrava cada vez mais capaz fazendo com que as pesquisas evoluíssem bastante,
tornando-se indispensável ao médico pesquisador, mas isso não mudou sua vida
para melhor, pois naquela época os negros eram segregados os salários eram
diferenciados e sem escolaridade não evoluíam de função de forma burocrática,
isso significava que Vivian exercia uma função e recebia por outra duas vezes
abaixo da sua, mudou-se para Baltimore em 1943, com seu chefe e a casa que
passou a morar com esposa e filhos não era boa, motivo de constantes queixas de
sua esposa, além disso, ele tinha que fazer diversos serviços para o seu locador
a fim de obter descontos nos aluguéis.
Outro grande exemplo da
segregação racial estava na própria família de Vivien, seu irmão Harold,
professor, que travava batalha judicial para igualar seu salário aos dos
brancos, não contava com o apoio de seu pai, pois o mesmo acreditava que Harold
deveria se conformar e esperar que as coisas mudassem com o tempo. Doze anos
depois ele venceu a batalha, porém decepcionado com seus colegas de trabalho
abandonou a profissão.
Dr. Blalock sempre
requisitava Vivien para outros serviços, mais estes eram de cunho doméstico que
não davam a Vivien a oportunidade de evoluir socialmente. Um destes serviços
foi o de garçom na festa do Dr. E ao presenciar uma conversa em que uma médica
pede a Blalock, que direcione os estudos para a cura da doença conhecida como
síndrome do bebe azul Vivien se mostra interessado dando palpites bastante
pertinentes intrigando aos presentes e conquistando o respeito da Dr. Que
questiona quem seria aquele rapaz, e os convida a analisar um bebe que ela já
acompanhava a algum tempo.Vevien e Blalock aceitam o desafio e passam a estudar
a doença praticando nos cães do laboratório.Vale salientar que quem pensasse em
cirurgia cardíaca era tido como louco,pois era visto como impossível essa
prática.Entre avanços e fracassos da pesquisa Vivien por fim descobre a cura
através de uma cirurgia bastante complicada.Esse feito proporcionou a Vivien o
poder de reivindicar por melhorar seu salário e mudar sua qualificação. Para
surpresa de todos a cirurgia no bebe foi um sucesso e teve a participação de
Vevien não como cirurgião mas como direcionador da prática.
A todos até a quem não
participou da pesquisa foi dado o mérito desse avanço cientifico menos ao
principal responsável Vivien que por diversas vezes pelo Dr. foi comparado a
sua incrível habilidade ao que só Deus poderia fazer.Sentido-se humilhado pelo
desprezo de Blalock Vivien se demite do hospital Hopinks, a quem prestou
serviço por mais de doze anos, acreditando que com sua experiência lhes seriam
abertas as portas da universidade para negros e que conseguiria créditos para
concluir o curso de medicina antes do normal,porém lhe foi negado e mais essa
decepção levou-lhe a vender medicação cirúrgica para outros hospitais dando o
Hopinks como referencia.
Após algum tempo e de
conversa com sua esposa Vivien percebe que apesar da falta de reconhecimento
não conseguia viver sem explorar seu talento por que era o que ele mais gostava
de fazer e decide procurar o Blalock e retomar o seu trabalho. Trinta anos
depois ele ressurge como diretor da sua área, e após morte do Dr.Blalock,Vivien
então tem o seu merecido reconhecimento com o diploma de doutorado a ele
concedido e sua foto na galeria dos médicos mais importantes do hospital
recebido das mãos da atual colega e diretora responsável pelo hospital
O
filme Quase Deuses nos permite fazer uma
reflexão nas possibilidade de superação
de um negro que acreditou em seu sonho mesmo diante de tanto preconceito e
dificuldades. A presença de humildade, persistência, dedicação e sacrifícios
pessoais em prol do bem comum por parte de Vivien nos faz pensar que o “ eu” não deve ser
pensado individualmente e sim coletivamente.
Cordel filosófico
Na historia do pensamento
De origem ocidental
Nasceu na Grécia antiga
O saber filosofal
Saber mítico
Que significava
Ideia falsa do real
Fantasiando o conhecimento de forma
irreal
Durante muito tempo
No mito acreditava
Através dele tudo se explicava
e sentido para a vida lhe dava
Nos deuses encontravam
Poder e alegria
Relatando a vida
Criaram uma rica mitologia
Agora com vocês
Os deuses vou apresentar
Os alunos da platafreire
Muito sabidos vão ficar
Fiquem ligados
Isso vai lhe interessar
Senão Ares vai lhe pegar
Traçando uma guerra ferrenha
e a você derrotar
E se você esperto for
buscará forças
buscará forças
em Afrodite a bela
a deusa do amor
E você
Darcy gatinha
Pensa que ficará sozinha
Pense em Hera e sua situação
Que será sua solução
Não esqueça de Heráclito
Isso tudo com boa intenção
Porque Hermes lhe trará
Uma bela comunicação
Da era mitológica
Não temos mais nada a falar
Vamos para a polis
O nascimento da filosofia explicar
O logo sendo argumentação
Pretende convencer
Em oposição a mitologia
Nasce a era do saber
Com o surgimento da Polis
Muita coisa avançou
E a filosofia
o seu lugar conquistou
Os gregos navegaram
Contaram e negociaram
E assim pensaram
Muitas coisas dismistificaram
Se liga meu amigo
Filosofia é seu significado
Com sabedoria você
Entenderá o recado
Agora pessoal preste bem atenção
Filosofia não é só isso não
Fique ligado nos outros grupos
Que vem mais informação.
As Tensões Constitutivas Da Prática Antropológica
Encontramos
no conjunto do campo antropológico um certo número de tensões
importantes,
opondo a universalidade e as diferenças, a compreensão "por dentro" e a compreensão "por
fora", o ponto de vista do mesmo e o ponto de vista dos outros. . . sendo
assim a antropologia tem todas as chances de engajar-se em um impasse, em um desvio
em relação ao modo de conhecimento que persegue, toda vez que um dos pólos em
questão domina o outro.
Uma
pulsação bastante específica ritma o trabalho de todo etnólogo. O primeiro tempo
é o da aprendizagem através de um convívio assíduo e de uma verdadeira
impregnação por seu objeto. Trata-se de interpretar a sociedade estudada
utilizando os modos de pensamento dessa sociedade, deixando-se, por assim
dizer, naturalizar por ela.
A
inteligibilidade procurada pelos etnólogos não consiste apenas em compreender
uma sociedade da forma como seus atores sociais a vivem, mas também, em entender o que lhes escapa e só pode lhes
escapar. De fato, o que vivem os membros de uma determinada sociedade não
poderia ser compreendido situando-se apenas dentro dessa sociedade. O olhar
distanciado, exterior, diferente, do estranho, e inclusive a condição que torna
possível a compreensão das lógicas que escapam aos atores sociais. Ao
familiarizar-se com o que de início parecia estranho, o etnólogo vai tornar
estranho para esses atores o que lhes parecia familiar.
Nenhuma
sociedade é de fato perfeitamente transparente a si mesma, nenhuma escapa de
suas armadilhas conscientes. Cada grupo humano, como também cada indivíduo,
fornece a si próprio e aos outros racionalizações de suas condutas, que
consistem em modelos conscientes que o etnólogo não deve cortejar e adaptar,
nem contornar e exorcizar, e sim analisar.
Alguns
etnólogos têm tendência a supervalorizar o discurso do outro, isto é, a
abandonar um modelo de pensamento por outro, quando o discurso sobre o outro
tende a dominar o discurso do outro, degenera habitualmente em um discurso à revelia
do outro, podendo contribuir na morte do outro (e na morte das civilizações).
Levi-Strauss
compara freqüentemente a antropologia à astronomia. Qualifica a primeira de
"astronomia das ciências sociais", e diz do olhar antropológico que é um "olhar de astrônomo". É a
proximidade desse olhar sobre sociedades longínquas que permite notadamente que
o pesquisador, de volta a sua própria sociedade, possa olhá-la à distância
Fazer
antropologia é segurar as duas extremidades da cadeia e afirmar com a mesma força:
existe, como escreve Mauss, uma "unidade do gênero humano" tal
costume, tal instituição, tal comportamento, estranhos a minha sociedade, são
realmente diferentes. Percebemos isso notadamente no caso do evolucionismo que
dissolve a alteridade na unidade, pois, como vimos, o "primitivo" não
é visto como sendo realmente diferente de nós. Encarna a forma social
ultrapassada do que fomos outrora, e é utilizado como a ilustração de um
processo único que sempre conduz ao idêntico.
A
abordagem tão exigente do etnógrafo, que evidencia as diferenças que observa,
termina dissolvendo-se no dogmatismo unitário da função. Essa acusação segundo
a qual o conhecimento dos outros estaria reduzido ao Saber verdadeiro por um
observador possuindo infalivelmente a verdade do observado, e procurando menos
o advento com os outros daquilo que não pensava, do que a verificação sobre os
outros daquilo que pensava, coloca um problema essencial: a única ciência é
ocidental?
Embora
não se trate de ciências, no sentido ocidental do termo, existem, em outras
culturas, formas de conhecimento cuja lógica não tem realmente nada a invejar
da nossa: por exemplo, as gramáticas indianas, os "saberes sobre o
corpo"asiáticos, ou ainda as instituições familiares tais como foram
elaboradas pelos aborígines australianos, tão complexas que precisamos, no
Ocidente, para compreendê-las, apelar para os recursos das matemáticas
modernas.
O
que é evidenciado nessa perspectiva é o caráter assimétrico da relação entre o
observador e o observado, a dominação que uma civilização estaria impondo deliberada
ou dissimuladamente a todas as outras, e a natureza, considerada repressiva, da
ciência, que seria a racionalização desse processo.
Considera-se
que o que é separado pela barreira das culturas não deve ser reunido, nem mesmo
pelo pensamento teórico. Disso decorre a oposição aos próprios conceitos de
homens e de antropologia, aos quais se prefere o de povo (no plural) e de
etnologia porque sabemos de fato que, quanto mais uma sociedade tende a
uniformizar-se, mais tende simultaneamente a diversificar-se.
Da
mesma forma, foi a influência, que parecia exclusivamente niveladora, da
revolução industrial do século XVIII que permitiu a radicalização dos
diferentes estatutos entre os grupos (as classes sociais). Mais uma vez, o
Brasil contemporâneo me parece particularmente revelador a esse respeito e nos
leva ainda mais adiante. A cultura popular não só resiste notavelmente a
cultura dominante, como também, freqüentemente, consegue se impor a esta, de
uma maneira dificilmente imaginável no Ocidente.
A
excelente imagem que se deve ter dos outros se acompanha de fato da má imagem
que se tem de si (cf., por exemplo, Jean Monod, 1972, que se acusa de ser um
"rico canibal"). Ou seja, há uma recusa de assumir sua própria
identidade, o que tem como corolário a culpa ou a difamação da ocidentalidade. Em
suma, tudo se passa como se esse protesto indignado { o fato de querer devolver
sua dignidade aos outros { devesse passar inelutavelmente por um processo
consistindo em acusar-se a si próprio de indignidade
A
incompreensão entre os que enfatizam a unidade fundamental da cultura e os que
privilegiam a diversidade, supostamente irredutível, das culturas, decorre do
fato de que não nos situamos, nos dois casos, no mesmo nível de investigação do
social.
Pelo
contrário, a análise da variabilidade cultural evidencia o que não vejo
diretamente quando passo de uma cultura para outra, mas me permite perceber que
pertenço a uma figura particular da cultura. De um lado, portanto, a preocupação
do concreto, de outro, a exigência, para dar conta deste, da construção científica.
O
primeiro risco, que qualificaria de tentação empírica, vem da submissão dócil
ao campo, do registro ficticiamente passivo dos "fatos", que dá ao
observador a impressão de situar-se do lado das coisas, de estar junto delas.
Não
há, de fato, ciência, nem atividade crítica nem mesmo coleta de fatos sem
teoria. A rejeição desta última leva inclusive inevitavelmente a adotar a teoria
do senso comum, a "opinião", a ideologia do momento, a que estiver
vigente na sociedade que se estuda ou á qual pertencemos.
O
trabalho do antropólogo não consiste em fotografar, gravar, anotar, mas em
decidir quais são os fatos significativos, e, além dessa descrição (mas a
partir dela), em buscar uma compreensão das sociedades humanas.
Por
outro lado, uma teoria científica nunca é o reflexo do real, e sim uma construção
do real. Os fatos etnográficos são fatos cientificamente construídos, a partir
de nossas observações, mas também contra nossas observações, nossas impressões,
as interpretações dos interessados e nossas próprias interpretações espontâneas.
Podemos
reduzir a inadequação entre os dois pensamentos de que acabamos de falar,
traduzindo-a em uma outra linguagem. Por exemplo, quando um número considerável
de indivíduos que compõem a sociedade brasileira tende a interpretar suas dificuldades
(sociais, psicológicas, biológicas) em termos religiosos, podemos dizer que se
trata de "ilusão", de "projeção", de
"deslocamento"ideal de uma realidade mais "fundamental". Da
mesma forma, quando o pensamento tradicional clássica as coisas segundo
categorias cósmicas (a água, o ar, a terra, o fogo), podemos dizer que realiza
"sublimações" cujas
"verdadeiras" razões são sócioeconômicas.
Alguns
exemplos vão permitir mostrar que um certo número de condutas, observáveis em
outro lugar, são capazes de agir como reveladores de aspectos culturais
inteiros, cuidadosamente dissimulados em nossa cultura, o que permite afirmar,
com Georges Devereux, que o inconsciente de uma cultura pode ser encontrada no
consciente de uma outra.
O
objetivo da etnologia não é o de traduzir a alteridade nos moldes do que é,
para minha sociedade, conhecido e correto (o que equivaleria a suprimir essa
alteridade); nem o de estender a racionalidade às dimensões do universo, nos
modos missionários ou messiânicos da conquista (pois essa racionalidade é
provinciana, isto é, limitada no espaço e no tempo).
A
etnologia, pelo contrário, abre essa estreiteza monocultural. E, no entanto, para
que o próprio empreendimento que caracteriza "nossa disciplina, não apenas
como experiência e como aventura, mas como ciência, seja possível, algo desse
pensamento ocidental terá sido utilizado como mediador e como instrumento: não
uma cultura (a nossa) que serviria de referencial absoluto e daria sentido a fenômenos
que inicialmente não tinham, e sim um método, ocidental, é claro, pela sua
origem histórica e cultural, mas que subverte a racionalidade ocidental.
A
realidade, para o antropólogo, constitui-se do confronto de dois discursos
interpretativos que se juntam, e constituem, o primeiro, a realidade
normalizante do discurso "erudito"(do psiquiatra, do padre, do
professor primário. . .), o segundo, a realidade alucinada e desviante, mas que
é também a expressão de uma realidade social. A antropologia, portanto, só começa
a adquirir um estatuto científico partir do momento em que integra, para analisá-lo,
esse envolvimento do pesquisador (ao mesmo tempo psicoafetivo e sócio-histórico)
às voltas com a diferença.
A
separação teológica, filosófica, e depois científica, do homem e da natureza (especialmente
os animais, mas também nossa animalidade), do homem e de seu semelhante, a
separação do sujeito e do objeto, do sensível e do inteligível, constituem os
termos de uma tensão que, a meu ver, não admite Resolução em uma unidade
superior como em Hegel.
Resumo do filme pro dia nascer feliz
O diretor inicia o documentário “Pro dia
nascer feliz” com declarações de estudantes e manchetes de jornais que chamam à
atenção para o futuro da juventude exibindo alguns depoimentos de alunos a
cerca das expectativas que têm em relação a educação/escola, de instituições
localizadas em diferentes regiões do país,. Mostra a realidade das escolas, a
relação professor/aluno, aluno/aluno entre outros aspectos. No nordeste, ele
apresenta escolas das cidades de Manarí e Inajá - interior de Pernambuco. Evidencia
a realidade típica dessa região, onde os aspectos culturais e sócio-econômicos
se refletem na escola assim como a credibilidade que a comunidade deposita na
educação escolar para mudar de vida e veem a escola como única alternativa para
tal. Na primeira escola uma aluna reclama da falta de interesse dos próprios
estudantes, do descaso deles com a merenda escolar, mas vê no professor o
compromisso com a educação. Enquanto isso em outra escola uma estudante depõe
que os professores são descompromissados para com os alunos, que não valorizam
a produção do aluno, não acreditam no seu potencial, não há cumprimento do
calendário escolar, isso se dá também em conseqüência da falta d’água, falta de
transportes, a ausência de professores
que deixam de ir à aula sob alegação de fazerem cursos de pós-graduação,
resultando assim, em aulas vagas Na região sudeste, ele visitou escolas do Rio de Janeiro e São
Paulo. No Rio, visitou a Escola Estadual Guadalajara, em Duque de Caxias,
exibindo a estrutura física da escola, salas vazias, outras cheias e apertadas,
método tradicional, alunos dispersos durante a aula e a realização do Conselho
de Classe, momento em que discutiam o desempenho/ aprendizagem dos alunos. Em São Paulo , mostrando
escolas que atendiam alunos de camadas populares, de periferia, que mesmo compromissados
com a educação, não tinham garantias de aulas regulares devido a falta de professores,
a queixa de uma professora que alegava a falta de dignidade e respeito das
pessoas para com esta profissão e questionava sobre o papel do professor na
sociedade, o lamento da diretora com relação a possibilidade de mudanças
significativas. Expõe a estrutura do Colégio Santa Cruz - freqüentado por
alunos de classe média - a metodologia da professora, a participação dos alunos
na aula, relação professor/aluno, salas amplas e arejadas, atendendo alunos de classe média de famílias
consideradas estruturadas e presentes na educação de seus filhos.
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