domingo, dezembro 16, 2018

Um texto para chamar de seu



 Resumo 

O capítulo 4 aponta várias facetas de leitor que devemos sempre ter em mente ao compor nosso trabalho, deixa claro que o autor não pode se esquecer de que ele é também um de seus leitores e se assim fizermos podemos rever, retomar, e mais: aprender com nossas próprias palavras porque a escrita surpreende. Porém nem sempre é fácil usufruirmos dessa possibilidade, pois não raras vezes nos transformamos em um leitor extremamente rígido, num verdadeiro  tirano a exigir perfeição acima de tudo, sempre pronto a nos acusar de pouco aprofundamento, de incapacidade de ir além. O autor acaba se afastando do próprio texto, ou então evita relê-lo, perdendo a chance de torná-lo mais bem acabado. Percebe-se que há também autores que releem o texto, porém o fazem de tal maneira que não enxergam as falhas, simplesmente não conseguem entrar em contato com as palavras materializadas diante de si e seguem acreditando ter dito algo que na realidade, ainda não disseram. Sabemos que há um risco na releitura que vários autores relataram que é o de decorar o texto, que se torna um problema, pois dificulta a localização de problemas, as reformulações, os acréscimos necessários, já que, assim que começa a reler, o autor-leitor excessivamente apegado às próprias palavras já adivinha a sequência do fluxo verbal para isso uma estratégia possível é oferecer a cria a outro leitor de confiança que possa dar outra visão do texto. O autor é seu próprio leitor e para isso é preciso observar nas releituras tanto os aspectos positivos quanto os negativos, ou seja, tanto os trechos que ainda precisam ser trabalhados, pois ainda não correspondem ao que você pretende dizer, como aqueles que já estão finalizados, ou seja, mais próximos do seu pensar, e se não conseguimos mais avaliar o texto, é preciso distanciar-se dele por algum tempo e entregá-lo a um leitor de nossa confiança. Toda  pessoa que tem dedicação e amor ao seu texto, descobre nele inúmeras possibilidades de escrevê-lo e assim torna-se  apaixonado durante todo o decorrer de seu trabalho, porque o que faz com que o trabalhe ganhe em acabamento é a disposição do autor em dele se aproximar amorosamente, buscando suas qualidades, permitindo-se comemorá-las, bem como identificando suas falhas, permitindo-se, passando o sentimento de desânimo, ou a procura indignada por culpados, superá-las. È preciso tomar cuidado com o resumo, experimentar o poder de síntese. Não se alongar, mas também não se esquecer de seduzir o leitor contando da abrangência e pertinência de seu trabalho. Ao fazermos a segunda releitura é preciso estar atentos se não há repetições de estruturas gramaticais, evitar excessos porque torna o texto lento e processual em momentos nos quais você pode e deve ser mais dinâmico, e o excesso de erros de um gênero  pode menosprezar a riqueza  de seu trabalho prejudicando o entendimento do conteúdo de suas idéias. Poucos erros de português não dificultam o entendimento do texto desde que ele esteja bem articulado, se isso ocorrer elabore erratas, porque é uma maneira de antecipar possíveis criticas. È preciso estar atento de que não existe necessariamente correspondências entre pausas da oralidade e sinais gráficos e que há mitos do bem escrever que acabam comprometendo o que se quer dizer. Diante de uma terceira releitura é preciso estar atento ao padrão de citações, pois estamos na esfera de construção de conhecimentos, portanto o, leitor precisa ter livre acesso a informações precisas do caminho percorrido na revisão de literatura, sendo fundamental oferecer ao leitor informações históricas, ainda é necessário estar atenta se não há mudanças desnecessárias de pessoa no decorrer do texto, a repetições de idéias, frase ou citações e as convenções acertadas com o orientador. È imprescindível a leitura  do texto por outras pessoas que não conhecem nada de sua área de atuação porque são elas que lembram você de colocar as notas de rodapé para completar informações, ou parênteses com o nome completo das siglas, que porventura, você fez referencia.  Todo bom leitor ativo procura em suas leituras cotidianas não só se  ater aos conteúdos dos textos, mas também à maneira como são apresentados, e identificar os autores de sua preferência recursos que utilizam intencionalmente para compartilhar ideias. Ao elaborar um texto passa-se por muita dificuldade, muita angústia e principalmente pelos conflitos próprios do escrever. É um texto extremamente necessário para todo acadêmico cheio de dúvidas que está no impasse com a escrita de seu texto, é de fácil compreensão, aborda uma linguagem característica de que gosta de escrever, além de sugeri livros para evitar erros primários, no entanto, nos desmotiva quando nos pede para abandonar o texto quando achamos que ele já não pode ser mais avaliado por nós mesmos, acredito ser difícil abandonar mesmo que por pouco tempo aquilo que aprendemos a amar, no caso, o texto produzido, o interessante seria sempre as releituras, cada vez que uma nova leitura é feita, mais detalhes descobrimos sobre o que escrevemos.


PERROTTA, Cláudia. Um texto para chamar de seu: preliminares sobre a produção do texto acadêmico. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

Tecnologia


A necessidade de expressão de sentimentos e opiniões nos acompanha desde os tempos remotos viabilizando a comunicação entre os seus semelhantes, sendo necessário o uso da tecnologia de inteligência, essa tecnologia é imaterial porque não existe como máquina, mas como linguagem que é utilizada em tempos e espaços diferentes desenvolvidas através de processos e produtos.
O processo de produção industrial da informação trouxe nova realidade porque surgiram profissões que tem como foco de ação a comunicação de informação e entretenimento citando, por exemplo, os meios de comunicação de massa, que são aqueles que atingem várias pessoas ao mesmo tempo.
Esse avanço tecnológico garantiu novas formas de uso da informação e comunicação ampliando assim nossas formas de linguagem, diante disso temos:
a)    A linguagem oral como construção particular de cada grupo feita através de signos para a comunicação e aprendizagem dos membros do mesmo grupo. A fala é vista como meio para facilitar e possibilitar o estabelecimento de diálogos nessas transmissões de informações, dando origem aos idiomas. A fala como uso regular define a cultura e a forma de transmissão de conhecimentos de um povo que nomeia, define e delimita o mundo a sua volta criando uma concepção de espaço e tempo.
b)    A criação e o uso da escrita surgiram quando os homens deixaram de ser nômades e passaram a ocupar de forma mais permanente um espaço, deixando assim a sociedade oral que predominava a repetição e a memorização como única forma de aquisição de conhecimento. Temos como um dos primeiros registros gráficos a escrita encontradas em paredes de cavernas, ossos, pedras e pele de animais, que assim como outros foram ferramentas antes de surgir o papel. Posteriormente surgiu o papiro e mais tarde o pergaminho, muito usado por nobres para o registro de seus bens.
A tecnologia da escrita, interiorizada como comportamento humano interage com o pensamento, libertando-o da obrigatoriedade de memorização permanente. A tecnologia da escrita, torna-se uma ferramenta para a  comunicação, a pessoa que escreve e que lê, ela interpreta o escrito, auxilia o pensamento e possibilita a exposição de suas idéias e amplia sua capacidade de reflexão.
c) A linguagem digital é considerada como terceira e articula-se com as tecnologias eletrônicas de informações, é também a nova forma de comunicação utilizada pela juventude de nosso país. É uma linguagem simples, baseada em códigos binários, linguagem de síntese que engloba aspectos da oralidade e da escrita em novos contextos. Tem por base os hipertextos, que é uma evolução do texto linear na forma como o conhecemos e a hipermídia, que é um documento em forma de mídia. Ambas reconfiguram as formas como lemos e acessamos as informações.

Funções sociais da escola


                                  
RESUMO DESCRITIVO   
                                  
REFERÊNCIA: SACRISTAN, J. Gimeno. As funções sociais da escola: da reprodução à reconstrução crítica do conhecimento e da experiência in SACRISTIAN, J. Gimeno e GOMEZ, A./ Perez. Compreender e transformar o ensino; trad Ernani F. da Fonseca Rosa; 4ª edição – Artmed, 1998

A educação cumpre uma evidente  função de socialização, desde que a configuração social da espécie se transforma em um fator decisivo da  humanização do homem porque a espécie humana elabora instrumentos, artefatos, costumes, normas, códigos de comunicação e convivência como mecanismos imprescindíveis para a sobrevivência. Esse meio de aquisição por parte das novas gerações das conquistas sociais costuma denominar-se genericamente como processo de educação. A preparação das novas gerações para sua participação no mundo do trabalho e na vida pública requer a intervenção de instâncias específicas como a escola cuja função é atender e canalizar o processo de socialização, que por seus sistemas de organização, introduz nos alunos em etapas, mas progressivamente, as idéias, os conhecimentos, as concepções, as disposições e os modos de conduta que a sociedade adulta requer. Desde o surgimento das sociedades industriais, a sociedade delega e encarrega à escola a função da  incorporação futura ao mundo do trabalho, porém não é fácil definir o que significa, em termos de conhecimentos, disposições, habilidades e atitudes, preparar os alunos para sua incorporação não conflitante no mundo do trabalho, especialmente em sociedades pós-industriais, nas quais emergem diferentes postos de trabalho autônomos ou assalariados e nas quais o desenvolvimento econômico requer mudanças aceleradas nas características do mercado de trabalho até porque a escola ainda possui outra função que é a formação do cidadão para sua intervenção na vida pública, e assume no sentido de socialização a idéia de que é igual para todos e de que, portanto, cada um chega onde suas capacidades e seu trabalho pessoal lhes permitem. Ela também cumpre a função de impor a ideologia dominante na comunidade social mediante um processo mais ou menos aberto e explícito de transmissão de idéias e comunicação de mensagens, seleção e organização de conteúdos de aprendizagem. Sendo assim, para compreender a extensão, a complexidade e a especificidade dos mecanismos de socialização na escola se requer uma análise exaustiva das fontes e fatores explícitos ou latentes, acadêmicos ou sociais, que exercem influência relevante na configuração do pensamento e ação dos alunos. É preciso aceitar que a contradição entre aparências formais e realidades factuais faz parte do próprio processo de socialização na vida escolar, na qual, sob a ideologia da igualdade de oportunidades numa escola comum para todos, se desenvolve lenta, mas decisivamente o processo de classificação, de exclusão das minorias e do posicionamento diferenciado para o mundo do trabalho e da participação social. È fato que o conhecimento nos diferentes âmbitos do saber é uma poderosa ferramenta para analisar e compreender as características, os determinantes e as conseqüências do complexo processo de socialização reprodutora. Com este objetivo, deve-se substituir a lógica da homogeneidade, imperante na escola, com diferentes matizes, desde sua configuração, pela lógica da diversidade porque igualdade de oportunidade não é um objetivo ao alcance da escola. Assim, o desafio educativo da escola contemporânea é atenuar, em parte, os efeitos da desigualdade e preparar cada individuo para lutar e se defender, nas melhores condições possíveis, no cenário social.

Palavras chaves:  educação, sociedade, escola, transformação
           

quinta-feira, novembro 22, 2018

Educação Aberta

O termo educação aberta é usado atualmente no contexto dos chamados Recursos Educacionais Abertos e trazem novas práticas de ensino-aprendizagem que se popularizaram com o surgimento e crescimento das tecnologias educacionais. Esse termo é utilizado em contextos diferentes envolvendo diversas práticas, sendo algumas mais tradicionais e outras mais recentes, de modo que a utilização desses recursos educacionais abertos é mais uma maneira de se fazer educação aberta.
Lewis e Spencer (1986) definiram a educação aberta como um termo utilizado para descrever cursos flexíveis que são desenvolvidos para atender necessidades individuais; objetivando remover as barreiras de acesso à educação tradicional, e sugerem uma filosofia de aprendizagem centrada no aluno.
Gourley e Lane (2009) apontam dois fatores que contribuíram imensamente para oferecer novas maneiras de como o usuário pode interagir com o conteúdo em educação aberta. Esses fatores são, em primeiro lugar, o progresso  da tecnologia na transformação de plataformas unilaterais de provisão de conteúdo em plataformas multidirecionais, interativas e colaborativas; e ainda nesse âmbito tecnológico, a ubiquidade da internet e a sofisticação da telefonia moderna, que permitiram que a aprendizagem aberta se tornasse algo global. Em segundo lugar, a emergência de novas formas de licenciamento para conteúdo digital, que abriu novos horizontes para a distribuição e a utilização de materiais educacionais.
A era das comunicações em rede  permite uma melhoria na  educação quando define o cenário para uma cultura de aprendizado necessária. Na era digital, as comunidades se auto-organizaram ao redor da internet, criando  uma “plataforma” global com acesso vastamente expandido para todos os tipos de recursos,  incluindo materiais educacionais formais e informais. A internet também  adotou uma nova cultura de compartilhamento, no qual o conteúdo é livremente contribuído e distribuído com poucas restrições.
Uma das evoluções da internet é a chamada Web 2.0,  que desviou a atenção do acesso à informação para o acesso a outras pessoas. Novos tipos de recursos on-line – como sites de redes sociais, blogs, wikis e comunidades virtuais – têm permitido que as pessoas com interesses comuns possam se encontrar, compartilhar ideias e colaborar de forma inovadora. Assim Web 2.0 criou um novo tipo de mídia participativa para apoiar múltiplos modos de aprendizagem. Dois desses incluem a aprendizagem social, com base na premissa de que nossa compreensão do conteúdo é socialmente construída através de conversas sobre esse conteúdo e através de interações em torno de problemas ou ações. O foco não é tanto sobre o que aprender, mas em como nós aprendemos.



ECOSSISTEMAS DIGITAIS, TECNOLOGIAS E COMPETÊNCIAS DE APRENDIZAGEM

A aprendizagem ao longo da vida assume uma relevância cada vez maior, uma aliança entre contextos formais e informais de aprendizagem, potencializados pela tecnologia, conectando os indivíduos, criando redes dinâmicas e ecológicas capazes de responder aos desafios da sociedade e dos seus ecossistemas digitais.
As “novas” sociedades de conhecimento necessitam de sistemas educacionais, onde as salas de aula estejam conectadas a instrumentos e redes de conhecimento sempre atualizados, pois a relação entre professor e estudante está a transformar-se num ecossistema de conhecimento, estendendo-se  ao longo da vida do estudante, sendo preciso criar e manter recursos humanos capazes de melhorar a competitividade da sua organização, por meio da aplicação do seu conhecimento.
Associado ao campo educativo, e com a disseminação das tecnologias e o crescente acesso à internet, o termo ecossistemas digitais online de aprendizagem vem ganhando  um significado cada vez mais relevante. Segundo Wilkinson, a arquitetura fundamental de um ecossistema desta natureza deve possuir os seguintes elementos:
a) uma taxonomia de conteúdos partilhada;
b) sistemas de gestão de aprendizagem (LMS — Learning Management Systems);
c) sistemas de gestão de conteúdos de aprendizagem (LCMS — Learning Content Management Systems);
d) repositórios de objetos de aprendizagem;
e) sistemas de integração e gestão de fluxo de trabalho (workflow);
f) motores de avaliação (Assessment Engine);
g) motores de simulação e jogos (Game Engine);
h) ferramentas de colaboração e discussão; e
i) elementos de suporte e orientação (2002).
O desenvolvimento de ecossistemas constituídos por ambientes de aprendizagem complementares baseados no conceito de Ecologia requer uma mudança significativa na forma de pensar o ato educativo. O desafio é criar ambientes férteis, dinâmicos, vivos e diversificados onde as atividades de aprendizagem, o conhecimento e as ideias possam nascer, crescer e evoluir. E, para isso, é necessária uma abordagem que não se limite a considerar apenas os aspetos tecnológicos relacionados com uma aprendizagem via web, mas que privilegiem uma abordagem ecológica, integrada e holística, em suma uma abordagem que privilegie uma visão blended da aprendizagem.
Nesses ecossistemas, os fatores bióticos são as comunidades de aprendizagem, que são os professores, os tutores, os estudantes, os conteúdos que representam a parte viva do sistema. Por sua vez, as tecnologias ou as ferramentas de aprendizagem representam os fatores abióticos, as partes não vivas do ecossistema. As fronteiras dos ambientes de aprendizagem, em analogia às fronteiras de um sistema biológico, definem os limites do ecossistema de aprendizagem, sendo que estes são determinados por influências internas, tais como a construção do conhecimento no seu seio, os objetivos educacionais, as atividades de aprendizagem e por influências externas, tais como aspetos sociais e culturais. Como num sistema biológico, os elementos da comunidade podem formar grupos espontaneamente, podendo interagir uns com os outros.

MOREIRA, Antonio. Reconfigurando ecossistemas digitais de aprendizagem com tecnologias audiovisuais. Unirede: Revista de Educação a Distância. Vol.5. Jan. 2018.

9 dicas para professores escolherem recursos educacionais tecnólogicos

Pode ser divertido, gratuito, mas sempre existe o risco daquele aplicativo que ganha até um tempo de aula privilegiado não surtir o resultado prometido para melhora do aprendizado. Para evitar que educadores caiam em “armadilhas pedagógicas”, o CIEB (Centro para a Inovação da Educação Brasileira) lançou a publicação “Orientações para Seleção e Avaliação de Conteúdos e Recursos Digitais” (clique para baixar), um novo volume de sua série de notas técnicas, para falar sobre o tema diretamente com quem está na ponta do processo. Trata-se de um documento preparado pela instituição para contribuir com o debate público sobre inovação na educação.
Como publicado pelo Porvir no guia Tecnologia na Educação, a tecnologia permite acesso a uma infinidade de recursos que podem ser usados no processo de ensino e aprendizagem. Para avançar na discussão, o documento do CIEB reforça que é preciso que professores tenham a competência para selecionar os conteúdos e ferramentas mais relevantes para seus alunos. Eles devem ainda estar alinhados aos objetivos de aprendizagem previstos no currículo, ter consistência e fidedignidade, além de serem simples e intuitivos, para que seu aprendizado de uso não impacte o processo de aprendizado do conteúdo.
Levando em conta esses parâmetros, o documento elenca 9 fatores que devem ser levados em conta ao longo do processo de seleção:
1) O conteúdo possui alinhamento com o currículo?
Aqui o professor precisa definir previamente o conteúdo pedagógico para o qual necessita dos recursos e delimitar os objetivos de aprendizagem que deseja alcançar. Feito isso, ele deve analisar se o recurso atende claramente aos objetivos, se está adequado ao público-alvo, se é relevante, preciso e confiável. Por fim, é preciso olhar se as atividades fazem sentido para os objetivos traçados.

2) O conteúdo é de qualidade e adequado ao propósito?
Para responder a essa questão, o professor deve verificar se o conteúdo é central e relevante dentro da experiência de aprendizagem. Objetos como imagens, áudio e vídeos devem ser adequados ao público e ao contexto de uso. Eles também devem ser de qualidade gráfica e sonora que permitam fácil entendimento nas diferentes plataformas. O documento do CIEB alerta, ainda, que devem ser evitados recursos com conteúdos com parcialidade política, religiosa ou étnica, preconceitos, material ofensivo ou omissões.

3) Possibilita métodos pedagógicos inovadores, promovendo engajamento e facilitando o aprendizado?
Um dos benefícios dos conteúdos digitais é a grande variedade de tipos (texto, áudio, vídeo, imagens, páginas de internet interativas, aplicativos e jogos), que oferecem múltiplas oportunidades de escolha para aprender. O professor é quem deve planejar a melhor forma de aproveitar essa diversidade, baseado no perfil dos alunos. Isso pode acontecer por meio de métodos como ensino híbrido, sala de aula invertida, ensino adaptativo, aprendizado através de desafios, projetos, aprendizado personalizado, dentre outros. Na seção glossário, do Porvir, você encontra a definição de cada uma dessas estratégias.

4) Possui formas efetivas de avaliar o aprendizado?
Um recurso educacional deve mostrar se aluno conseguiu ou não alcançar os objetivos de aprendizagem propostos. Isso pode ser feito através de pequenas atividades incorporadas em diferentes etapas, de uma avaliação informal ao final, de uma autoavaliação ou através de atividades em pares e em grupos. Também é possível fazer uma avaliação formal, que mede o nível de desenvolvimento alcançado pelo aluno durante e/ou após o uso do recurso em comparação ao seu conhecimento prévio.

5) É fácil de usar?
Um bom recurso não deve demandar manuais ou orientações para ser usado. Além disso, o tempo que os alunos precisam se dedicar para entender como ele funciona não pode ser maior do que aquele requerido para aprender o conteúdo pedagógico. Uma recurso com boa usabilidade tem imagens e ícones que seguem convenções. Ele deve funcionar de maneira consistente em diferentes dispositivos e ter design agradável.

6) Funciona com os sistemas disponíveis na sua rede/escola?
É indispensável que o professor conheça os sistemas de sua rede ou escola, principalmente o Ambiente Virtual de Aprendizado (caso exista), porque tanto o uso do recurso quanto o acesso aos resultados das atividades depende dessa integração.

7) A infraestrutura disponível em sua rede/escola é suficiente para o uso do recurso?
É importante que o professor conheça as tecnologias presentes em sua rede/escola, saiba quais são as mais usadas pelos alunos e verifique se os requisitos mínimos do recurso, ou tecnologias suportadas por ele, estão sendo atendidos. Entre outros fatores, ele deve se atentar para: o tipo de dispositivo (computador, tablet ou smartphone); velocidade da conexão com a internet da escola e dos alunos; sistema operacional (iOS, Android, Windows, MAC…); navegador (Internet Explorer, Chrome, Firefox…); disponibilidade de softwares (Word, Excel…); e tamanhos de tela (resolução). No caso de plataformas que rodam online, o educador ainda pode verificar se também existe possibilidade de uso off-line, se a conexão da escola não for suficiente. Também é importante verificar as garantias de segurança e políticas de privacidade relativas aos dados dos usuários e se elas não violam os dados e a privacidade dos alunos.

8) Possui funcionalidades para inclusão e acessibilidade?
Aqui o professor deve verificar se o recurso possui funcionalidades que atendem o uso por alunos com deficiência. As necessidades podem variar, mas pode-se destacar características como: interfaces simples, fáceis de usar, com possibilidade de adaptar o tamanho das fontes, cores de letras e fundo de tela, legendas ou áudio opcional de todo o conteúdo, incluindo descrição de imagens, além de guia de uso para alunos.

9) Busque referência e compartilhe
O professor deve buscar referências sobre a reputação do autor, da instituição ou empresa que está fornecendo o recurso, pois elas podem funcionar como um indicador importante de qualidade. Caso não haja referências, será necessário procurar outros recursos do mesmo autor, instituição ou empresa. Ele pode conversar com outros professores que já utilizaram – isso ajuda a entender os principais pontos fortes e fracos do recurso e do fornecedor.



fonte:http://porvir.org/9-dicas-para-professores-escolherem-recursos-educacionais-digitais/

Desafios nas redes sociais

A aprendizagem em espaços virtuais, como por exemplo, as redes sociais constitui um enorme desafio para a sociedade digital, na medida em q...