domingo, dezembro 16, 2018

Currículo e Tecnologia - Como integrar? – vídeo EaD Escola Digital

Especial Tecnologia na Educação - Por que usar tecnologia

Análise da tecnologia móvel nas escolas

Com bases nos textos para estudo percebe-se que as ferramentas da web, a aprendizagem online e as potencialidades dos dispositivos móveis trouxeram novos e estimulantes desafios para os sistemas educativos e para os seus profissionais. Um dos principais desafios prende-se com a necessidade de reconfigurar ambientes (virtuais) de aprendizagem que respondam às necessidades das “mentes móveis” dos estudantes desta sociedade digital e em rede.

A escola de hoje não é nem deve ser a mesma de alguns anos atrás, mas, para tal, é preciso enfrentar alguns desafios e um deles é o uso de novas tecnologias em sala de aula, em especial a tecnologia móvel, vista muitas vezes pelo professor como algo que atrapalha e chama a atenção dos alunos desviando o sentido da aula.

Talvez, as velhas práticas, as ferramentas ultrapassadas e as metodologias retrógradas já não são suficientes para suprir as necessidades do atual cenário educacional brasileiro sendo  preciso considerar que as informações se tornaram mais rápidas e acessíveis, que os estudantes estão cada vez mais autônomos e conectados e  que  as novas tecnologias e mídias sociais estão revolucionando a forma de ensinar e aprender.
É preciso criar estratégias inovadoras de ensino para auxiliar no desenvolvimento dos alunos, incluindo o uso de novas tecnologias.  Existem várias maneiras de introduzir essas práticas em sala de aula - em atividades pedagógicas, a gamificação, na aplicação de avaliações e simulados e na proposta de leituras, o uso didático do celular pode auxiliar e motivar os estudantes no processo de ensino-aprendizagem.

Com efeito, as salas de aula virtuais, nos LMS, nas redes sociais ou nestas plataformas de  instant messaging, possibilitam diversos níveis  de interação que vão desde o um para um até de muitos para muitos. As interações, não só com o  professor,  mas também  com  os  colegas,  configuram-se, pois,  como  a  base prática  da  aprendizagem  em  ambiente  virtual  e  tais  interações  estão fundamentadas pelas teorias de carácter construtivista e sociointeracionista, uma vez  que  exigem  a  negociação  de conflitos  e  a  partilha  de  significados (MONTEIRO; MOREIRA; LENCASTRE, 2012).

Portanto,  nas sociedades contemporâneas a importância da educação digital e em rede tem vindo a acentuar-se por via do desenvolvimento no domínio tecnológico e da sua cada vez maior presença no quotidiano social. Os avanços das tecnologias digitais, e em particular da Internet, têm estimulado de forma decisiva a aprendizagem para além das estruturas educativas formais, sendo que hoje a aprendizagem em espaços informais na web, como as redes, constitui um desafio para esta sociedade conectada, na medida em que estes ambientes reúnem experiências de vida e aprendizagens autênticas (DOWNES, 2005).

A tecnologia nas aulas de Historia

É notável que as diferentes tecnologias digitais potenciam, a priori, o desenvolvimento de uma consciência crítica, uma vez que através delas se pode fazer a ponte entre o passado e o presente. Ao questionar quantas  vezes os professores de História procuram que os seus estudantes formulem raciocínios de causalidade complexa e consigam perceber os acontecimentos a nível não só conjuntural, mas também estrutural? É percebido que a possibilidade de desenvolver este raciocínio a um nível mais prático, que a tecnologia, normalmente, pode possibilitar, tal como a visualização de mapas interativos, a construção de bases de dados com informação variada ou até a participação num jogo de computador, contribuirá, certamente, para que os estudantes adquiram as competências definidas e desejadas.

A História, apesar de todas estas dificuldades, ao tratar do passado e dos seres humanos desse mesmo passado, apresenta uma série de características especiais enquanto disciplina: tem a questão da temporalidade, tem a questão da multiperspectiva, tem também a questão da complexidade e tem ainda uma série de conceitos estruturais que são determinantes na capacidade de verdadeiramente compreender o que é ensinado em qualquer aula de História.
Assim, verifica-se a necessidade de se explicar aos estudantes no ensino da História, que para perceberem um dado acontecimento, não podem olhar para ele de forma isolada, mas sim como parte de um todo maior e mais complexo, sendo que as ações individuais e o próprio tempo podem contribuir para que se produzam resultados diferentes.

Na realidade, a usabilidade das tecnologias tornou-se um imperativo. O fácil acesso à informação e urgência de atualização de conhecimentos delega a professores e estudantes novas experiências, com tendência para a responsabilização e controle da aprendizagem ao próprio estudante, apoiado pelo professor, em tarefas de pesquisa, autonomização e regulação. A disponibilidade de outros materiais além dos impressos que concorrem com o multimídia e com dispositivos informáticos aliciantes e comuns, permitiu uma aproximação aos territórios educativos e ambientes de aprendizagem com informação disponível online desafiando uma dinâmica diferente e apontando novos limites para a liberdade de ensinar e de aprender (MONTEIRO; MOREIRA, LENCASTRE, 2015).

TRINDADE Sara Dias; MOREIRA, José António. Tecnologias móveis e a recriação digital na construção do conhecimento histórico. Revista Eletrônica de Educação, v.11, n.2, p. 637-652, jun./ago., 2017.

Análise de artigo de opinião


O texto analisado “ A força das palavras” encontra-se na edição 1862( hum mil oitocentos e sessenta e dois) de 14 de julho de 2004, é um artigo de opinião escrito por Lya Luft para a revista veja na seção Ponto de vista.

O artigo de opinião assume as características do tipo textual argumentativo em que o autor tem a intenção de convencer os interlocutores e, para isso, precisa apresentar argumentos consistentes, verdadeiros e opiniões que tenham credibilidade. 
O artigo de opinião é fundamentado em impressões pessoais do autor do texto e, por isso, são fáceis de contestar.  Possui  muitas características: contém um título polêmico ou provocador, expõe uma idéia ou ponto de vista sobre determinado assunto, apresenta três partes: exposição, interpretação e opinião, utiliza verbos predominantemente no presente e utiliza linguagem objetiva (3ª pessoa) ou subjetiva (1ª pessoa). Porém, uma característica muito peculiar deste tipo de gênero textual é a persuasão, que consiste na tentativa do emissor de convencer o destinatário, neste caso, o leitor, a adotar a opinião apresentada. Por este motivo, é comum presenciarmos descrições detalhadas, apelo emotivo, acusações, humor satírico, ironia e fontes de informações precisas,  apresenta outros aspectos persuasivos como por exemplo as orações no imperativo (seja, compre, ajude, favoreça, exija, etc.) e a utilização de conjunções que agem como elementos articuladores (e, mas, contudo, porém, entretanto, uma vez que, de forma que, etc.) e dão maior clareza às ideias.

Quanto a estrutura o artigo de opinião é um texto jornalístico, em prosa, que apresenta o ponto de vista do autor ou autores a respeito de determinado assunto considerado de interesse no momento. Quem escreve um artigo é chamado de articulista. È um texto de caráter dissertativo-argumentativo. Pode estruturar-se de diversas formas. O mais comum é compor-se de três partes: primeira parte: apresenta-se o tema, de forma sucinta, fazendo um histórico se for o caso. Pode-se também, apresentar nessa parte, uma tomada de posição diante do tema, ou seja, a formulação de uma tese, a segunda parte: apresentam-se os argumentos e contra-argumentos necessários para justificar a posição defendida e por fim a terceira parte ou encerramento: reafirma-se ou apresenta-se de modo condensado o ponto de vista defendido no artigo. Para isso o autor adota estratégias discursivas para convencer o leitor: acusações claras ao oponentes, as ironias, as insinuações, as digressões, as apelações à sensibilidade, a retenção de recursos descritivos – detalhados e precisos, ou em relatos em que as diferentes etapas de pesquisa estão bem especificadas com uma minuciosa enumeração das fontes de informações.

Nesse artigo analisado o  problema enfocado é como/ quando usar as palavras e a força que elas têm. Constitui o texto de 14 parágrafos.

      Sequência Tipológicas
Gênero Textual: Artigo de Opinião
A força das palavras – Lya Luft
Expositivo/descritivo
Palavras assustam mais do que fatos: às vezes é assim.
ExpositivoDescritivo
Descobri isso quando as pessoas discutiam e lançavam palavras como dardos sobre a mesa de jantar. Nessa época, meus olhos mal alcançavam o tampo da mesa e o mundo dos adultos me parecia fascinante. O meu era demais limitado por horários que tinham de ser obedecidos ( por que criança tinha de dormir tão cedo? ) , regras chatas( por que não correr descalça na chuva, por que não botar os pés em cima do sofá, por quê, por quê, por quê...?), e a escola era um fardo ( seria tão mais divertido ficar lendo debaixo das arvores no jardim de casa...)
Descritivo
Mas, em compensação, na escola também se brincava com palavras: lá como em casa, havia livros, e neles as palavras eram caramelos saborosos ou pedrinhas coloridas que a gente colecionava, olhava contra a luz, revirava no céu da boca... E ás vezes cuspia na cara de alguém de propósito, para machucar.
Narrativo/descritivo
Depois houve um tempo ( hoje não mais?) em que palavras eram cortadas por reticências na tela do cinema, enquanto sobre elas se representavam cenas que, como se dizia no tempo dos pudores, fariam corar um frade de pedra.
Expositivo
Palavras ofendem mais do que a realidade – sempre achei isso muito divertido. Palavras servem para criar mal-entendidos que magoam durante anos:
Expositivo
- Você aquela vez disse que eu...
- De jeito nenhum, eu jamais imaginei, nem de longe, dizer uma coisa dessas...
Mas você disse...
- Nunca! Tenho certeza absoluta!
Expositivo
Vivemos nesses enganos, nesses desencontros, nesse desperdício de felicidade e afeto. No sofrimento desnecessário, quando silenciamos em lugar de esclarecer. “Agora não quero falar nisso”, dizemos. Mas a gente devia falar exatamente disso que nos assusta e nos afasta do outro. O silêncio, quando devíamos falar, ou a palavra errada, quando devíamos ter ficado quietos: instauram-se assim, o drama da convivência e a dificuldade do amor.
Expositivo/descritivo
Sou dos que optam pela palavra sempre que é possível. Olho no olho, às vezes Mao na Mao ou Mao no ombro: vem cá, vamos conversar? Nem sempre é possível. Mas , em geral, é melhor do que o silêncio crispado e as palavras varridas para baixo do tapete.
Expositivo/descritivo
Não falo do silêncio bom em que se compartilham ternura e entendimento. Falo do mal de um silêncio ressentido em que se acumulam incompreensão e amargura – o vazio cresce e a mágoa distancia na mesma sala, na mesma cama, na mesma vida. Em parte porque nada foi feito, quando tudo precisaria ser falado, talvez até para que a gente pudesse se afastar com amizade e respeito quando ainda era tempo.
Expositivo / descritivo
Falar é também a essência da terapia: pronunciando o nome das coisas que nos feriram, ou das que nos assustam mais, de alguma forma adquirimos sobre elas um mínimo controle. O fantasma passa a ter nome e rosto, e começamos a lidar com ele. Há estudos interessantíssimos sobre os nomes atribuídos ao diabo, a enfermidades consideradas incuráveis ou altamente contagiosas: muitas vezes, em lugar das palavras exatas, usamos eufemismos pra que o mal a que elas se referem não nos atinja.
Expositivo/Argumentativo
A palavra faz parte da nossa essência: com ela, nos acercamos do outro, nos entregamos ou nos negamos, apaziguamos, ferimos e matamos. Com a palavra seduzimos num texto; com a palavra, liquidamos – negócios, amores. Uma palavra confere o nome ao filho que nasce e ao navio que transportará vidas ou armas.
Expositivo /argumentativo
“ Vá”, “ Venha”, “Fique”, “ Eu vou”, “Eu não sei”, “ Eu quero, mas não posso”, “Eu não sou capaz”, “Sim, eu mereço” – dessa forma, marcamos as nossas escolhas, a derrota diante do nosso medo ou a vitória sobre o nosso susto. Viemos ao mundo para dar nomes às coisas: dessa forma nos tornamos senhores delas ou servos de quem as batizar antes de nós.


  
                                   Considerações Finais


       Neste trabalho foi discutido as tipologias textuais analisando três gêneros diferentes, em que percebemos suas estruturas e funcionalidades através das problematizações defendidas pelos autores dentro do contexto da Língua Portuguesa.
       Percebemos que entre as características básicas dos tipos de textuais está o fato de eles serem definidos por seus traços lingüísticos predominantes. Por isso, um tipo textual é dado por um conjunto de traços que formam uma sequência e não um texto.
         Ao analisar os gêneros textuais estudados, notamos que por meio dele o aluno toma consciência de que pode, como cidadão, manifestar seus pontos de vista, opinar e interferir nos acontecimentos do mundo concreto.
         Assim, no plano da linguagem, o ensino dos diversos gêneros textuais que socialmente circulam entre nós, além de ampliar sobremaneira a competência lingüística e discursiva dos alunos, aponta-lhes inúmeras formas de participação social que eles, como cidadãos, podem ter fazendo uso da linguagem.
     Ao observar os gêneros textuais e a definição e funcionalidade de Luiz Antônio Marcuschi, destacamos  os aspectos importantes para esse tipo de portadores textuais :  Os gêneros são eventos sociais maleáveis e surgem das necessidades e atividades sócio-culturais com grande influencia das inovações tecnológicas; os grandes suportes tecnológicos da comunicação (rádio, televisão, jornal, internet, revista), por terem uma presença marcante e centralidade nas atividades comunicativas, vão propiciando e abrigando gêneros novos bastante característicos,  os gêneros surgem ancorados em outros gêneros. Pode ser por transmutação ou por assimilação de um por outro, e o que determina o gênero pode ser a forma, a função, o suporte ou o ambiente em que os textos aparecem, o gênero privilegia a natureza funcional e interativa da língua, já o tipo textual se preocupa com o aspecto formal e estrutural, heterogeneidade tipológica que é um gênero com mais de um tipo textual, a intertextualidade inter-gêneros que é  um gênero com função de outro e o domínio discursivo,ou seja, esfera ou instancia de produção discursiva ou de atividade humana. Não é um texto nem discurso, mas propicia o surgimento de discursos bastante específicos. Do ponto de vista dos domínios falamos em discurso jurídico, jornalístico etc., já que as atividades jurídica, jornalística não abrangem um gênero particular, mas, dão origem a vários deles.
       Desse modo, acreditamos que, havendo certa estabilidade, torna-se possível apresentar aos alunos alguns paradigmas aos quais possam se reportar. Para Kleiman (2003), é importante apresentar aos alunos “ sugestões didáticas para uso dos textos enquanto exemplares e fonte de referência de um determinado gênero”. Com isso não queremos afirmar que um gênero textual possa ser aprendido apenas com a intenção de modelos, mas  que esse trabalho precisa permitir uma recriação, uma adequação da produção de um determinado texto a uma situação social.
        Considerando-se os gêneros textuais formas verbais orais e escritas que resultam de enunciados produzidos em sociedade e, no âmbito do ensino e aprendizagem de português, são vias de acesso ao letramento, propõe-se que no ensino, as atenções estejam voltadas para os textos que encontramos em nossa vida diária com padrões sócio-comunicativos característicos definidos por sua composição, objetivos enunciativos e estilos concretamente realizados por forças históricas, sociais, institucionais e tecnológicas. Assim, a concepção de gênero diz respeito à forma, ao conteúdo, aos propósitos comunicativos e ao percurso social. O gênero textual reflete todo o processo social envolvido na comunicação que encerra.


  KLEIMAN, Ângela. Oficina de leitura- Teoria e Prática. 4 ed. São Paulo: Martins Fontes, 19

A importância do ato de Ler


IDÉIAS CENTRAIS DO LIVRO A IMPORTÂNCIA DO ATO DE LER- PAULO FREIRE


·        A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto.
·        Para o autor, a leitura da palavra, da frase, da sentença, jamais significou uma ruptura com a "leitura" do mundo e como professor também de português, nos seus vinte anos, viveu intensamente a importância do ato  de ler e de escreve.
·        A leitura de um texto, tomado como pura descrição de um objeto é feita no sentido de memorizá-la, nem é real leitura, nem dela portanto resulta o conhecimento do objeto de que o texto fala.
·    Um dos documentos filosóficos mais importantes de que dispomos, As teses sobre Feuerbach, de Marx, tem apenas duas páginas e meia...
·    O processo da alfabetização tem, no alfabetizando, o seu sujeito. O analfabeto é capaz de sentir a caneta, de perceber a caneta e de dizer caneta.
·    A alfabetização é a criação ou a montagem da expressão escrita da expressão oral.
·        De alguma maneira, porém, podemos ir mais longe e dizer que a leitura da palavra não é apenas precedida pela leitura do mundo mas por uma certa forma de “escrevê-lo” ou de “reescrevê-lo”, quer dizer, de transformá-lo através de nossa prática consciente.
·        Falar de alfabetização de adultos e de bibliotecas populares é falar, entre muitos outros, do problema da leitura e da escrita. Não da leitura de palavras e de sua escrita em si próprias, como se lê-las e escrevê-las não implicasse uma outra leitura, prévia e concomitante àquela, a leitura da realidade mesma.
·        Do ponto de vista critico, é tão impossível negar a natureza política do processo educativo quanto negar o caráter educativo do ato político.
·        A educação reproduz a ideologia dominante, é certo, mas não faz apenas isto. Nem mesmo em sociedades altamente modernizadas, com classes dominantes realmente competentes e conscientes do papel da educação, ela é apenas reprodutora da ideologia daquelas classes.
·        Nem sempre, infelizmente, muitos de nós, educadoras e educadores que proclamamos uma opção democrática, temos uma prática em coerência com o nosso discurso avançado.
·        Cada um de nós é um ser no mundo, com o mundo e com os outros. Viver ou encarnar esta constatação evidente, enquanto educador ou educadora, significa reconhecer nos outros - não importa se alfabetizandos ou participantes de cursos universitários; se alunos de escolas do primeiro grau ou se membros de uma assembléia popular - o direito de dizer a sua palavra.
·        Só educadoras e educadores autoritários negam a solidariedade entre o ato de educar e o ato de serem educados pelos educandos; só eles separam o ato de ensinar do de aprender, de tal modo que ensina quem se supõe sabendo e aprende quem é tido como quem nada sabe.
·        Para que a afirmação “quem sabe, ensina a quem não sabe” se recupere de seu caráter autoritário, é preciso que quem sabe saiba sobretudo que ninguém ache tudo e que ninguém tudo ignora. O educador, como quem sabe, precisa reconhecer, primeiro, nos educandos em processo de saber mais, os sujeitos, com ele, deste processo e não pacientes acomodados; segundo, reconhecer que o conhecimento não é um dado aí, algo imobilizado, concluído, terminado, a ser transferido por quem o adquiriu a quem ainda não o possui.
·        Fazer a História é estar presente nela e não simplesmente nela estar representado9. Pobre do povo que aceita, passivamente, sem o mais mínimo sinal de inquietação.
·        Na medida em que a reconstrução nacional é a continuidade da luta anterior, do esforço anterior em busca da independência, é absolutamente indispensável que o povo todo assuma, em níveis diferentes, mas todos importantes, a tarefa de refazer a sua sociedade, refazendo-se a si mesmo também.
·        A alfabetização de adultos enquanto ato político e ato de conhecimento, comprometida com o processo de aprendizagem da escrita e da feitura da palavra, simultaneamente com a “leitura” e a “reescrita” da realidade, e a pós-alfabetização, enquanto continuidade aprofundada do mesmo ato de conhecimento iniciado na alfabetização, de um lado, são expressões da reconstrução nacional em marcha; de outro, práticas a impulsionadoras da reconstrução.
·  Na etapa da alfabetização, o que se pretende não é ainda uma compreensão profunda da realidade que se está analisando, mas desenvolver aquela posição curiosa referida acima; estimular a capacidade critica dos alfabetizandos enquanto sujeitos do conhecimento, desafiados pelo objeto a ser conhecido.
·    O trabalho que transforma nem sempre dignifica os homens e as mulheres. Só o trabalho livre nos dá valor. Só o trabalho com o qual estamos contribuindo para a criação de uma sociedade justa, sem exploradores nem explorados, nos dignifica.
·        O que é uma sociedade sem exploradores nem explorados? É a sociedade em que nenhum homem, nenhuma mulher, nenhum grupo de pessoas, nenhuma classe explora a força de trabalho dos outros. É a sociedade em que não há privilégios para os que trabalham com a caneta e só obrigações para os que trabalham com as mãos, nas oças e nas fábricas. Todos são trabalhadores a serviço do bem de todos.


Resenha Escritores da Liberdade


RESENHA DO FILME OS ESCRITORES DA LIBERDADE


O filme inicia com uma guerra de gangues em bairros pobres causados pelo preconceito racial. Surge uma professora iniciante na Escola Wilson High School  com muitas expectativas para os seus alunos e com a sua função na escola, porém essa empolgação não é deixada de lado ao entrar na sala e perceber que todos os alunos não atendiam ao modelo por ela idealizado, tornando frustrante os primeiros encontros em sala de aula, os quais foram marcadas por brigas entre colegas, descaso dos alunos para com a sua pessoa e muitas insatisfações.
A professora encontra diversas dificuldades  na escola, ora pela direção e professores, ora por alunos que a rejeitam por ser branca e achar que ela é só mais uma em meio aos outros, ao ponto de deixá-la sozinha em sala de aula.
Tenta agradar os alunos levando uma música que trazia realidade deles, os alunos se identificaram com a música mas foram resistentes, posteriormente fizeram um desenho, o qual gerou vários risos deixando a professora a principio sem reação, questionou sobre o desenho e  quem o desenhou dizendo que tinha dom para arte, através desse desenho a professora sensibilizou os alunos com questionamentos sobre o que queriam para as suas vidas, tais perguntas deixaram os alunos reflexivos deixando a sozinha quando o sinal toca.
Após reflexão também pela professora ela sugere  uma dinâmica da “ linha” no chão da aula, em que eles são convidados a se aproximarem dela a partir de perguntas propostas conquistando a confiança da turma. A partir disso cria uma nova metodologia de trabalho que seria a escrita de um diário, em que os alunos escreveriam o que tivesse vontade e caso quisesse compartilhar seus relatos deixassem em um armário. A professora se surpreende com tantos diários e passa a ler um por um conhecendo assim o perfil de todos os seus alunos. Adotou com isso um projeto de leitura baseada no livro “O diário de Anne Frank”, todos os alunos liam o livro e registravam em seu diário tudo que sentia vontade.
Com toda essa leitura a turma começou a tratar a professora com carinho e respeito a ponto de querê-la como professora nos próximos anos.
Percebemos que a professora consegue mostrar aos alunos que os impedimentos e situações de exclusão e preconceito podem afetar a todos independente da cor da pele e luta para tentar incluí-los em um processo educacional em que eles possam ser atuantes, agentes de suas ações a fim de que  uma nova  sociedade possa ser reconstruída tendo eles como integrantes principais.
Nesse sentido, o filme “Escritores da Liberdade” precisa ser observado por todos nós educadores com um olhar voltado para o nosso papel em sala de aula e qual a nossa função na transformação e no processo de inclusão dos alunos em uma sociedade.

Desafios nas redes sociais

A aprendizagem em espaços virtuais, como por exemplo, as redes sociais constitui um enorme desafio para a sociedade digital, na medida em q...