sábado, maio 02, 2009

Para descontrair sobre Gestão de Pessoas

Para descontrair.


Método do tijolo para contratação de funcionários:

> O método consiste em colocar todos os candidatos num galpão e
> disponibilizar 200 tijolos para cada um.
> Não dê orientação alguma sobre o que fazer.
> Em seguida, tranque-os lá e, após seis horas, volte e verifique o
> que fizeram.
>
Segue a análise dos resultados:

> 1 - Os que contaram os tijolos, contrate como contadores.

> 2 - Os que contaram e em seguida recontaram os tijolos, são auditores.

> 3 - Os que espalharam os tijolos e os classificaram pela forma e
> propriedades físicas são engenheiros.

> 4 - Os que tiverem arrumado os tijolos de maneira muito estranha,
> difícil de entender, coloque-os no Planejamento, Projeto e
> Implantação e Controle de Produção.

> 5 - Os que estiverem jogando tijolos uns nos outros, coloque-os
> em Operações.

> 6 - Os que estiverem dormindo, coloque-os na Segurança.

> 7 - Aqueles que picaram os tijolos em pedacinhos e estiverem
> tentando montá-
> los novamente, devem ir direto à Tecnologia da Informação.

> 8 - Os que estiverem sentados sem fazer nada ou batendo
> papo-furado, são dos
> Recursos Humanos.

> 9 - Os que disserem que fizeram de tudo para diminuir o estoque mas a
> concorrência está desleal e será preciso pensar em
> maiores facilidades,
> são vendedores natos.

> 10 - Os que já tiverem saído, são gerentes.

> 11 - Os que estiverem olhando pela janela com o olhar perdido no
> infinito,são os responsáveis pelo Planejamento Estratégico.

> 12 - Os que estiverem conversando entre si com as mãos no bolso
> demonstrando que nem sequer tocaram nos tijolos e jamais fariam isso,
> cumprimente-os com muito respeito e coloque-os na Diretoria.

> 13 - Os que levantaram um muro e se esconderam atrás são do
> Departamento de Marketing.

> 14 - Os que afirmarem não estar vendo tijolo algum na sala,
> são do Departamento Jurídico.

> 15 - Os que reclamarem que os tijolos 'estão uma merda, sem
> identificação,
> sem padronização e com medidas erradas', coloque na Qualidade.

> 16 - Os que estiverem chamando os demais de 'companheiros',
> elimine imediatamente antes que criem um sindicato.

Ensinar para a compreensão e os múltiplos caminhos para a aprendizagem

Slide 1 Jornada Pedagógica 2008

Slide 2 Educaçao: Compromisso de Todos

Slide 3 Ensinar para a compreensão e os múltiplos caminhos para a aprendizagem

Slide 4 No marco didático ensinar para a compreensão, o critério de êxito é o desempenho dos alunos, definido a partir de uma concepção de aprendizagem que significa compreender, ou seja, pensar, agir e sentir flexivelmente.

Slide 5 As decisões sobre como ensinar que o professor toma ao enfrentar a complexidade do universo de uma sala de aula refletem suas concepções, seus preconceitos, sua visão de mundo.

Slide 6 Essas decisões respondem a questões como:Slide 7 * Para que serve a escola?* Qual a importância daquilo que ensino?* Como o sujeito aprende?* Todos aprendem?

Slide 8 Os processos de ensino são uma conseqüência – consciente ou não – das crenças sobre o processo de aprendizagem, a partir de uma concepção sobre inteligência, e como isso tem um impacto na prática pedagógica.

Slide 9 Como organizar a prática pedagógica considerando as Inteligências Múltiplas ?

Slide 10 Este é um dos grandes desafios da escola contemporânea: assumir que diferenças nos estilos de aprendizagem não são problemas, mas forças e possibilidades.

Slide 11 Princípios para nortear a prática:
Slide 12
1. Torne os alunos conscientes de suas forças e habilidades.2. Estimule a cooperação e autonomia dos alunos.3. Compartilhe as metas de aprendizagem.
4. Elabore atividades (desempenhos) que vão além da informação, sejam diversificadas e apresentem níveis progressivos de profundidade.Utilize diferentes estratégias e recursos de ensino.

O bom professor..

REFLEXÃO:






Bom professor é aquele que valoriza todas as potencialidades do aluno. Este precisa sentir que é aceito, amado e respeitado. Sua atividade deve ser uma manifestação de ternura e vigor.
O bom professor, na construção do coletivo em sala de aula, educa para a responsabilidade, desenvolvendo a auto-estima e a auto-confiança.
O bom professor não sabe apenas transmitir conhecimentos, mas é o motivador, o articulador, o doador, o esclarecedor.
O bom professor é alguém que leva o aluno a reconstruir suas estruturas e a construir outras novas, não levando simplesmente à memorização e acumulação passiva de informações.
O bom professor implementa, cria e aplica atividades interessantes, ricas e variadas, em função das características, necessidades e realidades dos alunos aos quais serve.
O bom educador planeja e troca experiências com seus alunos, recupera e trabalha com a fala e as hipóteses destes, para melhor avaliar seu trabalho. Ele é capaz de coordenar esse processo que favorece o trabalho coletivo.
O educador consciente da importância do seu trabalho, da sua função, enfatiza, valoriza e incentiva o pensamento e a criatividade do aluno na resolução de situações diversas.
Todo bom educador assume o papel de problematizador, para que os alunos busquem novas conclusões, através do conflito. Dessa forma, ele leva o aluno a observar, comparar, classificar, analisar, sintetizar, interpretar, criticar, imaginar, aplicar, concluir, transferir, decidir...
Este educador, para oferecer uma aprendizagem de qualidade ao aluno, mantém um compromisso permanente:- com a melhoria do que ensina (valores, habilidades e conhecimentos); - com a melhoria de como ensina (métodos, técnicas); - com a melhoria dos materiais que usa para ensinar (livros, jornais, vídeos...); - com a melhoria das estratégias de avaliação (desempenhos, projetos etc.); - com a utilização de variadas tecnologias de aprendizagem e de ensino, na intenção de enriquecer a sua prática pedagógica;
O bom educador não convive com fracassos, não avalia baseado no medo, nas notas, no erro, na crítica pura dos pontos fracos.
O bom educador, ao contrário, constrói um clima de estimulação, cooperação, autonomia, parceria, confiança e sucesso do aluno.
O bom educador, por fim, em uma sociedade transformadora e em constantes mudanças, forma cidadãos críticos e atuantes, trabalhando o aluno na sua totalidade e individualidade.
O bom educador promove assim um processo educativo que satisfaz e capacita o aluno a poder intervir, transformando e melhorando a sua sociedade. (Instituto Vicente Pallotti)Que todos possam ser bons professores...

Prazer em ler

O QUE É NECESSÁRIO ENSINAR NA ESCOLA

É comum ouvir na escola, entre queixas, que hoje em dia os alunos não aprendem nada na escola e que antigamente que era bom. No entanto, discutir se se aprende mais ou menos na escola agora ou há algumas décadas atrás, não leva a lugar nenhum. Até porque se está comparando o incomparável. Atualmente a sociedade é diferente, os alunos que freqüentam a escola são diferentes, aquilo que é útil que aprendam na escola é diferente,, e as próprias concepções de ensino aprendizagem são diferentes. Pois houve grande desenvolvimento tecnológico, mudanças de conceito e valores sociais e culturais.
Os alunos continuam saindo da escola sem uma preparação adequada para enfrentar situações de vida como cidadãos conscientes de seu papel na sociedade, pois a escola por sua vez, não está preparada para o modelo de sociedade atual. A escola com toda a evolução tecnológica e científica que esta acontecendo no mundo, continua a ser muito parecida com a que conhecemos em nossa infância., ou seja, uma educação bancária, como afirma Freire(1996), centrada nos interesses do educador, com um currículo sem significado fora do contexto vivido pelo aluno.
A sociedade passa por profundas mudanças. Os valores que serviam de referência, tais como crenças, costumes, hábitos foram postos em discussão, surgindo um novo paradigma, ou seja, novos conceitos e com isso estamos vivendo em uma era de transição.
Neste nosso contexto, o currículo escolar pode ser encarado de outra forma. As necessidades dos alunos precisam ser levadas em considerações. Ele, precisa ser aberto, inacabado, contendo uma certa dose de indeterminação que permita enriquecê-lo através da interação dos participantes, ou seja, dos alunos e professores. Tais aspectos valorizaram o conhecimento prático e proporcionam a construção de sentido para a realidade que os envolve, partindo do local para o global.
Na educação penso que é preciso investir mais na reflexão do que na repetição, permitindo que o sujeito pense o pensado, para estimular estratégias que contribuam para que os alunos tomem consciência do processo através dos qual o saber se elabora.
Considerando o currículo um processo interessado e não neutro, que produz valores e crenças para e de acordo com determinadas classes, na maior parte das vezes, com as classes dominantes, acredito que a escola nas suas relações sociais precisa perceber seu papel de transformação, assumindo novas competências para o aprender, que deve ir além de transmitir saberes referenciados numa listagem de conteúdos a serem sugeridos.
A escola continua a ser responsável pela transmissão dos saberes de referência nos vários campos do conhecimento, saberes esses que integram as bases essenciais de cada disciplina científica ou área cultural. No entanto, esses saberes de referência que se espera que a escola transmita aos alunos que a freqüentam podem ser alterados ao longo do tempo, devido à evolução da sociedade na qual a escola está integrada
Por outro lado, para que a escola consiga atingir os objetivos a que se propõe como aquisição, construção e transmissão dos saberes de referência, nem sempre pode utilizar os mesmos processos, a mesma "fórmula", apesar de esta aparentemente ter apresentado resultados positivos com as anteriores gerações de alunos. Atualmente, a escola vive uma crise que está relacionada com a necessidade de encontrar novas formas aprendizagem para um público cada vez mais diferenciado. A antiga fórmula de ensinar todos como se fossem pessoas todas iguais, num ritmo comum, numa visão fragmentada do saber, não funciona mais.
Investir mais na reflexão do que na repetição, permite que o sujeito aprenda a estabelecer relações, exigindo um nível maior de compreensão que precisa ser construído por ele, estimulando assim a construção de estratégias que contribuam para que os alunos tomem consciência do processo através dos qual o saber se elabora.
Atualmente, a escola vive uma crise que está relacionada com a necessidade de encontrar novas formas aprendizagem para um público cada vez mais diferenciado. Ensinar todos como se fossem um, funcionava num tempo em que o público que freqüentava a escola era mais homogêneo, parece não resultar numa época que a escolaridade se estendeu a muitos mais alunos, provenientes de diversas etnias, estratos sociais e econômicos.
A massificação do ensino parece não estar correspondendo à massificação do sucesso escolar. Na verdade, os alunos não estão saindo da escola com uma preparação curricular adequada, e a escola não está a ser capaz de prepará-los convenientemente. Como resposta a este desajuste de fundo entre a escola e o público ao qual se destina, contrapõe-se a flexibilidade curricular e a diferenciação pedagógica.
Nesta sociedade do conhecimento, também já não é válido esperar da escola que transmita, tal como noutras épocas, o essencial do saber disponível que hoje é vastíssimo e acessível por outros meios de comunicação. Mas continua a ser legitimo aguardar que a escola proporcione os saberes de referência e as competências necessárias para que os indivíduos possam gerir o seu próprio processo de aprendizagem e sejam capazes de adquirir novos conhecimentos durante toda a sua vida.
A maioria das pessoas quando visitam um espaço escolar observa dados como aspectos físicos, asseio, localização, segurança, normas disciplinares e equipamentos, deixando de lado o currículo, a política pedagógica e o modelo pedagógico que é desenvolvido no estabelecimento de ensino.
Dessa forma, as pessoas normalmente atentam para o que é superficial no processo pedagógico de um estabelecimento de ensino, não observando o fundamental na aprendizagem, qual seja: o currículo criativo, rico e bem definido, tanto nos seus aspectos amplos quanto nos pontos particulares; a grade curricular devidamente estruturada e cumprida em consonância com um planejamento pedagógico cuidadosamente discutido e acompanhado; o envolvimento dos docentes e de toda a equipe escolar com a política pedagógica definida e o processo de avaliação como algo permanente e não como um momento isolado de coleta de conhecimentos.
Nesse processo de ensino/aprendizagem, a definição clara de objetivos que contemplem a missão estratégica da escola, no contexto cultural, regional, social e político frente ao sistema produtivo é de fundamental importância. É necessário levar em consideração qual a visão de mundo que a escola pretende desenvolver com seu trabalho pedagógico, que formação o projeto político pedagógico oferece para o mundo do trabalho e o exercício pleno da cidadania. Salientando ainda a importância de rever valores e atitudes morais como: criticidade, auto-estima, afetividade, criatividade, tolerância, segurança e liberdade de expressão escola deve priorizar a efetiva integração de conteúdos formando uma cadeia construtiva educador- educando-comunidade.

O professor nesse processo, precisa ser encarado como um elemento essencial e fundamental. Quanto maior e mais rica for sua história de vida e profissional, maiores serão as possibilidades dele desempenhar uma prática educacional consistente e significativa. Sobre esse assunto, Nóvoa (1991) afirma que não é possível construir um conhecimento pedagógico para além dos professores, isto é, que ignore as dimensões pessoais e profissionais do trabalho docente. Não se quer dizer, com isso, que o professor seja o único responsável pelo sucesso ou insucesso do processo educativo. No entanto, é de suma importância sua ação como pessoa e como profissional.
Questionar modelos de política-pedagógica significa mexer no cerne da questões educacionais. Por isto, é mais cômodo "deixar assim". A postura indiferente da maioria dos educadores diante desta passividade dos sistemas educacionais se percebe-se nos espaços escolares diante da reação dos alunos quando se propõe situações diferentes de aprendizagens, que levam o aluno a pensar e não somente a copiar e eles dizem: -"a gente não vai escrever nada hoje no caderno?"
Ao ouvir falas como essas percebi um pouco da problemática de ser educadora. Mesmo sendo uma preocupação que se faz presente entre políticos, educadores e pais, é dentro da escola que se apresenta o problema e o educador é que tem que resolver.

APRENDER É QUASE TÃO LINDO QUANTO BRINCAR

É preciso que cada educador se torne um pesquisador, para poder perceber e entender como as crianças constroem seus conhecimentos e que tipo de interferência podem ser feitas. A prática se esvazia quando apenas buscamos cumprir e apontar uma lista de conteúdos vazias de significação.
Durante reuniões de planejamento é possível observar a grande preocupação dos dirigentes e coordenadores em manter a parte burocrática em ordem estabelecendo em primeiro lugar não o que deixa a criança com desejo de aprender e sim listar o que deve ser trabalhado no próximo trimestre.
Uma proposta de pesquisa parte do principio de que a aprendizagem não é fruto apenas de uma acumulação de novos conhecimentos e sim uma re-estruturação dos conhecimentos já adquiridos com os novos. Com isto o que se quer é que o aluno aprenda a aprender e a viver, quer dizer o sujeito organizar seus próprios conhecimentos estabelecendo relações com os novos para enfrentar novos problemas se relacionando com o mundo.. esta proposta tem como eixo a participação do aluno em seu processo de aprendizagem, produzindo algo que tenha significado e sentido para ele, e não o professor dar aula.
As expressões "dar aula" ou "meu projeto de pesquisa" trazem embutidas em si, o conceito da educação tradicional, a educação conteudista. Mesmo que se acompanhem o modismo de termos modernos como esses, é preciso mudar a nossa forma de pensar e de propor o novo, ele não pode continuar centrada no meu querer. De maneira breve poderíamos dizer que esse tipo de visão escolar prevê que os conteúdos curriculares são coisas já definidas e estanques e que o professor poderá dominá-los por completo e poderá passar aquilo tudo ao aluno.
Imagina-se que o aluno poderá "apreender" todo o conteúdo, e que poderão ser elaboradas provas que medirão de forma adequada o quanto os alunos apreenderam dos conteúdos. Assim são quotidianamente usados os verbos - eu dei aula, eu dei prova, eu fiz prova, eu assisti aula, eu aprendi, eu não fui bem ...
Na escola normalmente as coisas acontecem desconectadas do cotidiano da criança. É preciso que nós educadores percebamos que somos cientistas do saber, que nossas descobertas e invenções serão instrumentos de muito valor para nossa prática. É necessário conectar conhecimentos, todas as coisas no mundo estão conectadas e em movimento e isto mostra que existe ligação entre a educação e as outras ciências explicando que tudo o que existe no espaço se movem se conectam e se renovam, o nosso saber também precisa de certa forma acontecer assim, ligado e se renovando a cada dia.
Portanto, neste trabalho propus uma prática de ensino com possibilidade de aproveitamento do lúdico na metodologia, dando ênfase a construção do saber de forma prazerosa que este sujeito possa desenvolver, permitindo assim um trabalho pedagógico mais envolvente. Todas as nossas aulas tinham um certo suspense nas atividades, usei recursos variados com retroprojetar que eles nunca tinham visto como funcionava, internet, pois fomos num centro estadual num bairro próximo a escola, visitamos vários locais que tinham ligação com os temas da pesquisa, construímos muitos textos, em fim quase nada era pronto e sim fruto de um trabalho coletivo.
Propus ainda, explorar novas práticas no ambiente-escola que se utilizam do lúdico, para a construção da aprendizagem. Contruimos jogos no decorrer das aulas, adotamos uma rotina construída coletivamente, cantávamos muito, saíamos para pesquisa de campo. Percebi com isso que se o professor tiver conhecimento e prazer, mais probabilidade existirá de que os aprendizes se utilizem desse "modelo" na sua sala de aula. Nóvoa (1991) afirma que o sucesso ou insucesso de certas experiências marcam a nossa postura pedagógica, fazendo-nos sentir bem ou mal com esta ou aquela maneira de trabalhar na sala de aula.
Ao sentir que as vivências lúdicas podem resgatar a sensibilidade, até então adormecida, ao perceber-se vivo e pulsante, o aprendiz faz brotar o inesperado, o novo e deixa cair por terra que a lógica da racionalidade extingue o calor das paixões, que a matemática substitui a arte e que o humano dá lugar ao técnico, permitindo o construir alicerçado no afeto, no poder fazer, sentir e viver.
Vivenciar o processo do aprender colocando-se no lugar da criança, permitindo que a criatividade e a imaginação aflorem através da interdisciplinaridade enquanto atitude, trona-se de vital importância . A intersubjetividade se mostre por meio do afeto e da alegria de poder liberar o que cada sujeito trás consigo mesmo e quanto pode contribuir com o outro. Também alicerça tal trabalho o contato que tivemos com a comunidade na extensão de nossas pesquisas. O que pretendia então é mais o caráter epistemológico do lúdico, do afeto e do prazer de aprender na escola. Também construímos um portfólio de suas ações (registro contínuo da ação: proposta/plano, etapas, desenvolvimento e resultados).
Através do portfólio foi possível perceber o que a criança como sujeito que pensa, age, sente, sonha, imagina, e por isso, não só recebe mas é capaz de criar e recriar um conhecimento significativo, pois ele é participante do processo, como é possível perceber em alguns dos depoimentos das crianças que citarei como por exemplo: "no inicio era chato e a gente não queria pesquisar, porque nunca tínhamos feito isto antes", outro aluno escreveu que como era gostoso aprender assim, estudando sobre o que escolheu", " o tempo desse jeito passa bem depressa é porque é bom".
Acredito que é preciso criar novas alternativas para reencantar a educação pois segundo Hugo Assmann (1993), é preciso ousar, abandonar velhas práticas e buscar caminhos novos que despertam o prazer de produzir saber, isto eu pude perceber através dos portfólios, quando as crianças expressavam que o que estava escrito por eles era uma obra de arte muito rica que transparecia em cada expressão de satisfação, inclusive demonstrando que eles faziam portfólio igual a alunos de faculdades.
Eu como sujeito, acadêmica do curso de Pedagogia, nesta docência pude perceber aspectos ricos na construção de uma Pedagogia do afeto pois sabe-se que a afetividade acompanha o ser humano desde o nascimento e está em nós como uma fonte geradora de potência e energia, pois uma criança que sente-se amada dificilmente vai mal na escola e através desta afetividade desperta-se o desejo e a construção do saber coletivo. Todo esta prática permitiu fundamentar e analisar o trabalho do professor como um aprendiz na sala de aula, alicerçado na interdisciplinaridade com ênfase no lúdico como metodologia de ação.
Este estágio de alguma forma contribuiu com a melhoria da minha formação como professor/aprendiz, no sentido de fazer do processo de ensino e do processo de aprendizagem uma ação que vê o homem como unidade, como um ser-no-mundo com o outro, como uma forma de resgatar o humano no sistema educacional. Outra contribuição prestada está relacionada ao conquistar um espaço importante, no processo enfatizado, por ter a oportunidade de mostrar para outros professores que existem formas diferentes de aprender e que despertam o interesse da criança por ser prazeroso.
Enfim , quando digo que aprender é quase tão lindo quanto brincar refiro-me a questão de que a escola não deve ser um mundo a parte fechado e protegido, um mundo com conteúdos estranhos que não tem qualquer significação nem qualquer utilidade para os alunos, para um conhecimento ser assimilado tem que ter sentido, e que a aprendizagem se da principalmente pela interação social.
Pensando assim, a escola precisa respeitar e valorizar as diferentes habilidades do sujeito, e não apenas o que o professor seleciona nos conteúdos como importante, isto já afirmava o psicólogo e pesquisador Gardner,(1995), destacando as inteligências múltiplas, que o aluno não é bom em tudo precisamos respeitar o ritmo próprio de cada indivíduo e perceber em qual a área o sujeito se destaca, pois isto reforça que todos são capazes.
Cabe ao professor criar condições agradáveis e interessantes para a criança construir seu saber, pois ninguém avança sozinho, é necessário considerar a forma da criança pensar, para poder intervir despertando a vontade de aprender, para isso precisa existir uma sintonia entre quem ensina e quem aprende.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

1. ASSMANN, Hugo. Metáforas novas para reencantar a educação. Epistemologia e didática. Piracicaba, SP: UNIMEP, 1996.
2. CORAZZA, Sandra. O que quer um currículo? Porto Alegre: Vozes, 2001.
3. FRREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
4. GARDNER, Howard. Inteligência múltiplas: a teoria na prática; trad. Maria Adriana Verríssimo Veronese. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.
5. MORIN, Edgar Os sete saberes necessários à educação do futuro, São Paulo: Cortez; Brasília, DF; UNESCO, 2000.
6. NÓVOA, A. (1995). (coord.) Os professores e a sua formação. 2ª ed. Lisboa Dom Quixote.
7. REDIN, Marta Martins. Entrando pela janela: o encantamento do aluno pela escola. Porto Alegre: Mediação, 2002.
8. SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade ; uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 1999.

Metodos de Ensino

Os Métodos de Ensino

Em função dos métodos de ensino estar obrigatoriamente vinculados aos objetivos gerais e específicos, as decisões de selecioná-los para utilização didática, depende de uma metodologia mais ampla do processo educativo, portanto, veremos a seguir os princípios e diretrizes, métodos e procedimentos organizativos:

- Conceito de método de ensino
São as ações do professor no sentido de organizar as atividades de ensino, a fim de que os alunos possam atingir os objetivos em relação a um conteúdo específico, tendo como resultado a assimilação dos conhecimentos e o desenvolvimento das capacidades cognitivas e operativas dos alunos.

- A relação objetivo-conteúdo-método
Essa relação tem como característica a interdependência. Da mesma forma que o método é determinado pela relação objetivo-conteúdo, pode também influir na determinação de objetivos e conteúdos, ou seja, os métodos na proporção que são utilizados para a transmissão e assimilação de
determinadas matérias, atuam na seleção de objetivos e conteúdos.

- Os princípios básicos do ensino
Apesar de os estudos que vêm sendo desenvolvidos por educadores sobre esses assuntos ainda serem insuficientes, as exigências práticas requerem certos indicativos para orientação dos professores em relação aos objetivos do ensino.

- Ter caráter científico e sistemático
O professor deve buscar a explicação científica de cada conteúdo e orientar o aluno para o estudo independente que utilize os métodos científicos da matéria.

- Ser compreensível e possível de ser assimilado
A combinação desse princípio com o caráter científico e sistemático, compatibiliza as condições prévias para assimilação de novos conteúdos pelos alunos. O professor deve dosar o grau de dificuldade, a fim de superar a contradição entre as condições prévias e os objetivos, e periodicamente fazer um diagnóstico do nível de conhecimento e desenvolvimento dos alunos, analisando sistematicamente a correspondência entre o volume de conhecimento e as condições do grupo de alunos, obtendo aprimoramento e, principalmente, atualização dos conteúdos da matéria que leciona, tornando-a, dessa forma, compreensíveis e assimiláveis pelos alunos.

- Assegurar a relação conhecimento-prática
A principal característica dessa relação é o estabelecimento de vínculos entre os conteúdos que são ministrados pelos professores com a real aplicabilidade prática do conhecimento adquirido pelo aluno, ou seja, deve-se mostrar aos alunos que os conhecimentos são resultados de experiências de gerações anteriores que visavam atender a uma necessidade prática.
- Assentar-se na unidade ensino-aprendizagem
Os métodos de ensino utilizados pelo professor devem ser claros e estimular os alunos à atividade mental, melhor dizendo, o método de ensino deve fazer com que o aluno utilize suas habilidades para construir o conhecimento e não simplesmente "Aprender fazendo". O professor deve esclarecer sobre os objetivos da aula e sobre a importância dos novos conhecimentos na seqüência dos estudos, ou para atender a necessidades futuras.

- Garantir a solidez dos conhecimentos
A principal exigência para o professor atender a esse princípio é a utilização com freqüência da recapitulação da matéria, da aplicação de exercícios de fixação e para alunos que apresentem dificuldades e sistematização dos conceitos básicos da matéria, a aplicação de tarefas individualizadas.

- Levar à vinculação trabalho coletivo - particularidades individuais

O professor, sem deixar de atentar para as características individuais de seus alunos, deve empenhar-se e organizar-se para atender o interesse coletivo.

1. Método de exposição pelo professor
Nesse método, a atividade dos alunos é receptiva, embora, não necessariamente passiva, cabendo ao professor a apresentação dos conhecimentos e habilidades, que podem ser expostos das seguintes formas:
• Exposição verbal - como não há relação direta do aluno com o material de estudo, o professor explica o assunto de modo sistematizado, estimulando nos alunos motivação para o assunto em questão.
• Demonstração – o professor utiliza instrumentos que possam representar fenômenos e processos, que podem ser, por exemplo: visitas técnicas, projeção de slides.
• Ilustração - são utilizadas pelo professor, tal como na demonstração, a apresentação de gráficos, seqüências históricas, mapas, gravuras, de forma que os alunos desenvolvam sua capacidade de concentração e de observação.
• Exemplificação - nesse processo, o professor faz uma leitura em voz alta, quando escreve ou fala uma palavra, para que o aluno observe e depois repita. A finalidade é ensinar ao aluno o modo correto de realizar uma tarefa.

2. Método de trabalho independente
Esse método consiste na aplicação de tarefas para serem resolvidas de forma independente pelos alunos, porém dirigidas e orientadas pelo professor. A maior importância do trabalho independente é a atividade mental dos alunos, para que isso ocorra de forma adequada é necessário que: as tarefas sejam claras, compreensíveis e à altura dos conhecimentos e da capacidade de raciocínio dos alunos, tendo o professor que assegurar condições para que o trabalho seja realizado e acompanhar de perto a sua realização.


3. Método de elaboração conjunta
A forma mais típica desse método é a conversação didática, onde o professor através dos conhecimentos e experiências que possui, leva os alunos a se aproximar gradativamente da organização lógica dos conhecimentos e a dominar métodos de elaboração das idéias independentes.
A forma mais usual de aplicação da conversação didática é a pergunta, tanto do professor quanto dos alunos. Para que o método tenha validade e aplicabilidade é necessário que a preparação da pergunta seja feita com bastante cuidado, para que seja compreendida pelo aluno. Por isso, esse método é reconhecido como um excelente procedimento para promover a assimilação ativa dos conteúdos, suscitando a atividade mental, através da obtenção de respostas pensadas sobre a causa de determinados fenômenos, avaliação crítica de uma situação, busca de novos caminhos para soluções de problemas.

4. Método de trabalho em grupo
Esse método consiste, basicamente, em distribuir temas de estudo iguais ou diferentes a grupos fixos ou variáveis, compostos de três a cinco alunos, e que para serem bem sucedidos é fundamental que haja uma ligação orgânica entre a fase de preparação, a organização dos conteúdos (planejamento) e a
comunicação dos seus resultados para a turma.
Entre as várias formas de organização de grupos, destacamos as seguintes:
• Debate - consiste em indicar alguns alunos para discutir um tema polêmico perante a turma.
• Philips 66 - para se conhecer de forma rápida o nível de conhecimento de uma classe sobre um determinado tema, o professor organiza seis grupos de seis alunos que discutirão a questão em poucos minutos (seis minutos) para apresentarem suas conclusões. Pode ser organizado também em cinco grupos de cinco alunos, ou ainda em dupla de alunos.
• Tempestade Mental - esse método é utilizado de forma a ser dado um tema, os alunos dizem o que lhes vem à cabeça, sem preocupação com censura. As idéias são anotadas no quadro-negro e finalmente só é selecionado o que for relevante para o prosseguimento da aula.
• Grupo de Verbalização – Grupo de Observação (GV–GO) - nesse método, parte da classe forma um círculo central (GV) para discutir um tema, enquanto os demais formam um círculo em volta para observar (GO). O GO deve observar, se os conceitos empregados na discussão são corretos, se os
colegas estão lidando bem com a matéria, se estão todos participando, etc.
• Seminário - Um aluno ou um grupo de alunos prepara um tema para apresentá-lo à classe.

5. Atividades Especiais
São aquelas que complementam os métodos de ensino e que concorrem para a assimilação ativa dos conteúdos. Podemos citar como exemplo:
• Estudo do meio - é a interação do aluno com sua família, com seu trabalho, com sua cidade, região, país, através de visitas a locais determinados (órgãos públicos, museus, fábricas, fazendas, etc.), todavia, o estudo não se restringe apenas a visitas, passeios, excursões, mas, principalmente, à compreensão dos problemas concretos do cotidiano, pois não é uma atividade meramente física e sim mental, para que, através dos conhecimentos e habilidades já adquiridos, o aluno volte à escola modificada e enriquecida, através de novos conhecimentos e experiências.
• Planejamento - O professor deve visitar o local antes e colher todas as informações necessárias para, depois, em sala de aula, junto com os alunos, planejar as questões a serem levantadas, os aspectos a serem observados e as perguntas a serem feitas ao pessoal do local a ser visitado.
• Execução - Com base nos objetivos do estudo e o tipo de atividade planejado e com a orientação do professor, os alunos vão tomando notas, conversando com as pessoas, perguntando sobre suas atividades, de modo que os objetivos planejados sejam atingidos adequadamente.
• Exploração dos resultados e avaliação - através da preparação de um relatório sobre as visitas, os alunos registrarão o que aconteceu, o que foi visto, o que aprenderam e que conclusões tiraram. Os resultados serão utilizados para a elaboração de provas, e para avaliar se os objetivos foram alcançados.

MEIOS DE ENSINO
São as ferramentas (recursos materiais) utilizadas pelo professor e pelos alunos para organização e condução metódica do processo de ensino e
aprendizagem. Como exemplo, podemos citar: quadro-negro, projeção de slides, filmes, mapas, etc. Os professores, de um modo geral, devem dominar com segurança esses meios de ensino, conhecendo-os e aprendendo a utilizá-los de forma didática, criativa e adequada.



O autor sugere algumas tarefas para a consecução dos estudos, como por exemplo: perguntas para o trabalho independente dos alunos; temas para aprofundamento do estudo, temas para redação e exercícios de aplicação. À procura de uma abrangência certamente caberá um campo de pesquisa mais amplo para o sucesso acadêmico.


REFERÊNCIAS

LIBÂNEO, JOSE CARLOS. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.
_____________________. "Os conteúdos escolares e sua dimensão crítico-
social". Revista da Ande, (11): 5-13, São Paulo, 1986.

domingo, abril 26, 2009

Mensagens

A verdadeira riqueza

Um dia, um pai de família rica levou seu filho para viajar para o interior com o firme propósito de mostrar quanto as pessoas podem ser pobres.

Eles passaram um dia e uma noite na fazenda de uma família muito pobre.

Quando retornaram da viagem, o pai perguntou ao filho:

"- O que achou do que viu?"

O filho respondeu:
"- Foi muito legal, pai !"

"- Você viu como as pessoas pobres podem ser? "

O pai perguntou.

"- Sim." - respondeu o filho.

"-E o que você aprendeu ?" - o pai perguntou.

O filho respondeu:

"- Eu vi que nós temos um cachorro em casa e eles tem quatro."

"- Nós temos uma piscina que alcança o meio do jardim e eles tem um riacho que não tem fim."

"- Nós temos uma varanda coberta e iluminada com luz e eles tem as estrelas e a lua."

"-Nosso quintal vai até o portão de entrada e eles tem uma floresta inteira."

Quando o pequeno garoto estava acabando de responder, seu pai ficou estupefato.

Seu filho acrescentou:

"- Obrigado pai, por me mostrar quanto pobres nós somos !"


Não é verdade que tudo depende da maneira como você olha para as coisas?

Se você tem amor, amigos, família, saúde, bom humor e atitudes positivas para com a vida, você tem tudo!















O Sábio

Numa cidadezinha modesta
Havia um grande sábio.

Toda a população recorria à ele em busca de ensinamentos e orientação para a vida.

Havia também, um menino que não aceitava a autoridade do sábio e vivia articulando uma forma de desmoralizá-lo perante a população.

Depois de muito pensar achou um jeito:

Prenderia um pássaro em suas mãos.

Depois perguntaria ao sábio se o pássaro está morto ou vivo.

Se o sábio dissesse que ele está morto, o menino soltaria o pássaro se dissesse que ele está vivo, ele mataria a ave.

Assim o sábio não acertaria nunca!

Chegou perto do sábio e perguntou:

- Sábio, o senhor que sabe tudo, responda, este pássaro que está nas minhas mãos está vivo ou está morto?

O sábio olhou serena e fixamente em seus olhos e respondeu:

- Meu filho.
O destino do pássaro está nas suas mãos.

A sua vida também está nas suas mãos.

Pense Nisso e faça o melhor que puder por ela.












Um pesquisador de jóias e pedras preciosas estava viajando, como de costume em busca de algo novo.
Quando resolveu parar e pedir um copo de água em um casebre à beira da estrada.
Bateu à porta e uma mulher vestida com roupas bem surradas lhe atendeu.
Prontamente se dispôs a saciar sua sede.
O homem parado começou observar a pobreza da família e sentiu-se penalizado, pensou em ajudá-los...
Olhou em volta para tentar descobrir o que poderia fazer por eles;
Onde estaria a sua maior dificuldade ou necessidade para que pudesse fazer alguma coisa.
Foi então que algo curioso aconteceu!
Pouco mais adiante dele.
Brincando feliz no terreiro, estavam duas crianças sujas de terra dos pés à cabeça e rodando algo que lhes faziam muito feliz:
Uma velha enorme pedra empoeirada...
O homem observou aquilo e achou interessante como duas crianças poderiam se divertir com algo tão peculiar.
Mas... Acabou notando que de peculiar alí não tinha nada, aquilo era nada mais nada menos, que uma enorme pedra preciosa que valia uma fortuna e eles inocentemente estavam jogando-a de um lado para outro no quintal.
Enquanto passavam necessidades que com um pedacinho só daquela pedra poderiam suprir...
Aquela família precisava apenas de alguém que lhes ajudasse a perceber o valor daquilo...
E ali estava o homem, agora só dependia deles aceitar ou não, sua ajuda...
Conclusão:
Quantas preciosidades já tivemos em nossas mãos e nem soubemos reconhecer?
Quantas coisas e pessoas próximas de nós que nem notamos e nem dedicamos atenção?
Deixamos de viver... Muitas vezes...
Porque não percebemos o que temos:
O dom maravilhoso da vida...
Da vida em Deus.

Novas regras ortograficas

Guia Prático da NOVA ORTOGRAFIA

Saiba o que mudou na ortografia brasileira
por Douglas Tufano
(Professor e autor de livros didáticos de língua portuguesa)

O objetivo deste guia é expor ao leitor, de maneira objetiva, as alterações introduzidas na ortografia da língua portuguesa pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, por Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e, posteriormente, por Timor Leste. No Brasil, o Acordo foi aprovado pelo Decreto Legislativo no 54, de 18 de abril de 1995.

Esse Acordo é meramente ortográfico; portanto, restringe-se à língua escrita, não afetando nenhum aspecto da língua falada. Ele não elimina todas as diferenças ortográficas observadas nos países que têm a língua portuguesa como idioma oficial, mas é um passo em direção à pretendida unificação ortográfica desses países.

Como o documento oficial do Acordo não é claro em vários aspectos, elaboramos um roteiro com o que foi possível estabelecer objetivamente sobre as novas regras. Esperamos que este guia sirva de orientação básica para aqueles que desejam resolver rapidamente suas dúvidas sobre as mudanças introduzidas na ortografia brasileira, sem preocupação com questões teóricas.

Mudanças no alfabeto
O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k, w e y. O alfabeto completo passa a ser:
A B C D E F G H I J
K L M N O P Q R S
T U V W X Y Z

As letras k, w e y, que na verdade não tinham desaparecido da maioria dos dicionários da nossa língua, são usadas em várias situações. Por exemplo:
a) na escrita de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma), W (watt);
b) na escrita de palavras e nomes estrangeiros (e seus derivados): show, playboy, playground, windsurf, kung fu, yin, yang, William, kaiser, Kafka, kafkiano.

Trema
Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui.
Como era Como fica
agüentar aguentar
argüir arguir
bilíngüe bilíngue
cinqüenta cinquenta
delinqüente delinquente
eloqüente eloquente
ensangüentado ensanguentado
eqüestre equestre
freqüente frequente
lingüeta lingueta
lingüiça linguiça
qüinqüênio quinquênio
sagüi sagui
seqüência sequência
seqüestro sequestro
tranqüilo tranquilo

Atenção: O trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas. Exemplos: Müller, mülleriano.

Mudanças nas Regras de Acentuação
1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba).
Como era Como fica
alcalóide alcaloide
alcatéia alcateia
andróide androide
apóia (verbo apoiar) apoia
apóio (verbo apoiar) apoio
asteróide asteroide
bóia boia
celulóide celuloide
clarabóia claraboia
colméia colmeia
Coréia Coreia
debilóide debiloide
epopéia epopeia
estóico estoico
estréia estreia
estréio (verbo estrear) estreio
geléia geleia
heróico heroico
idéia ideia
jibóia jiboia
jóia joia
odisséia odisseia
paranóia paranoia
paranóico paranoico
platéia plateia
tramóia tramoia

Atenção: Essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis. Exemplos: papéis, herói, heróis, troféu, troféus.

2. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo.
Como era Como fica
baiúca baiuca
bocaiúva bocaiuva
cauíla cauila
feiúra feiura

Atenção: Se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o acento permanece. Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí.

3. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem e ôo(s).
Como era Como fica
abençôo abençoo
crêem (verbo crer) creem
dêem (verbo dar) deem
dôo (verbo doar) doo
enjôo enjoo
lêem (verbo ler) leem
magôo (verbo magoar) magoo
perdôo (verbo perdoar) perdoo
povôo (verbo povoar) povoo
vêem (verbo ver) veem
vôos voos
zôo zoo

4. Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para, péla(s)/pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera.
Como era Como fica
Ele pára o carro. Ele para o carro.
Ele foi ao pólo Norte. Ele foi ao polo Norte.
Ele gosta de jogar pólo. Ele gosta de jogar polo.
Esse gato tem pêlos brancos. Esse gato tem pelos brancos.
Comi uma pêra. Comi uma pera.

Atenção:
- Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do indicativo), na 3a pessoa do singular. Pode é a forma do presente do indicativo, na 3a pessoa do singular. Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode.

- Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição. Exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim.

- Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.). Exemplos:
Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros.
Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba.
Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra.
Ele convém aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes.
Ele detém o poder. / Eles detêm o poder.
Ele intervém em todas as aulas. / Eles intervêm em todas as aulas.

- É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara. Veja este exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?

5. Não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicativo dos verbos arguir e redarguir.
6. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar, quar e quir, como aguar, averiguar, apaziguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir etc. Esses verbos admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo. Veja:
a) se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas. Exemplos:
verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem.
verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínquam.
b) se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas. Exemplos (a vogal sublinhada é tônica, isto é, deve ser pronunciada mais fortemente que as outras):
verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxaguem.
verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque, delinquem; delinqua, delinquas, delinquam.

Atenção: No Brasil, a pronúncia mais corrente é a primeira, aquela com a e i tônicos.

Uso do Hífen
Algumas regras do uso do hífen foram alteradas pelo novo Acordo. Mas, como se trata ainda de matéria controvertida em muitos aspectos, para facilitar a compreensão dos leitores, apresentamos um resumo das regras que orientam o uso do hífen com os prefixos mais comuns, assim como as novas orientações estabelecidas pelo Acordo.

As observações a seguir referem-se ao uso do hífen em palavras formadas por prefixos ou por elementos que podem funcionar como prefixos, como:
aero, agro, além, ante, anti, aquém, arqui, auto, circum, co, contra, eletro, entre, ex, extra, geo, hidro, hiper, infra, inter, intra, macro, micro, mini, multi, neo, pan, pluri, proto, pós, pré, pró, pseudo, retro, semi, sobre, sub, super, supra, tele, ultra, vice etc.

1. Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por h. Exemplos:
anti-higiênico
anti-histórico
co-herdeiro
macro-história
mini-hotel
proto-história
sobre-humano
super-homem
ultra-humano
Exceção: subumano (nesse caso, a palavra humano perde o h).

2. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento. Exemplos:
aeroespacial
agroindustrial
anteontem
antiaéreo
antieducativo
autoaprendizagem
autoescola
autoestrada
autoinstrução
coautor
coedição
extraescolar
infraestrutura
plurianual
semiaberto
semianalfabeto
semiesférico
semiopaco

Exceção: o prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigar, coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc.

3. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de r ou s. Exemplos:
anteprojeto
antipedagógico
autopeça
autoproteção
coprodução
geopolítica
microcomputador
pseudoprofessor
semicírculo
semideus
seminovo
ultramoderno
Atenção: com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen. Exemplos: vice-rei, vice-almirante etc.

4. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s. Nesse caso, duplicam-se essas letras. Exemplos:
antirrábico
antirracismo
antirreligioso
antirrugas
antissocial
biorritmo
contrarregra
contrassenso
cosseno
infrassom
microssistema
minissaia
multissecular
neorrealismo
neossimbolista
semirreta
ultrarresistente
ultrassom

5. Quando o prefixo termina por vogal, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma vogal. Exemplos:
anti-ibérico
anti-imperialista
anti-inflacionário
anti-inflamatório
auto-observação
contra-almirante
contra-atacar
contra-ataque
micro-ondas
micro-ônibus
semi-internato
semi-interno

6. Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoante. Exemplos:
hiper-requintado
inter-racial
inter-regional
sub-bibliotecário
super-racista
super-reacionário
super-resistente
super-romântico

Atenção:
- Nos demais casos não se usa o hífen.
Exemplos: hipermercado, intermunicipal, superinteressante, superproteção.
- Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r:
sub-região, sub-raça etc.
- Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano etc.

7. Quando o prefixo termina por consoante, não se usa o hífen se o segundo elemento começar por vogal. Exemplos:
hiperacidez
hiperativo
interescolar
interestadual
interestelar
interestudantil
superamigo
superaquecimento
supereconômico
superexigente
superinteressante
superotimismo

8. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen. Exemplos:
além-mar
além-túmulo
aquém-mar
ex-aluno
ex-diretor
ex-hospedeiro
ex-prefeito
ex-presidente
pós-graduação
pré-história
pré-vestibular
pró-europeu
recém-casado
recém-nascido
sem-terra

9. Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani: açu, guaçu e mirim.
Exemplos: amoré-guaçu, anajá-mirim, capim-açu.

10. Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares. Exemplos: ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo.

11. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição. Exemplos:
girassol
madressilva
mandachuva
paraquedas
paraquedista
pontapé

12. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte.
Exemplos: Na cidade, conta-
-se que ele foi viajar.

O diretor recebeu os ex-
-alunos.

Resumo - Emprego do hífen com prefixos

Regra básica
Sempre se usa o hífen diante de h:
anti-higiênico, super-homem.

Outros casos
1. Prefixo terminado em vogal:
- Sem hífen diante de vogal diferente: autoescola, antiaéreo.
- Sem hífen diante de consoante diferente de r e s: anteprojeto, semicírculo.
- Sem hífen diante de r e s Dobram-se essas letras: antirracismo, antissocial, ultrassom.
- Com hífen diante de mesma vogal:
contra-ataque, micro-ondas.

2. Prefixo terminado em consoante:
- Com hífen diante de mesma consoante: inter-regional, sub-bibliotecário.
- Sem hífen diante de consoante diferente: intermunicipal, supersônico.
- Sem hífen diante de vogal: interestadual, superinteressante.

Observações
1. Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r: sub-região, sub-raça etc. Palavras iniciadas por h perdem essa letra e juntam-se sem hífen: subumano, subumanidade.
2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal:
circum-navegação, pan-americano etc.
3 O prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc.
4. Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-rei, vice-almirante etc.
5. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição, como girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista etc.
6. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen:
ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar, recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu.
***

E tem esse link do Michaelis-UOL
http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?typePag=novaortografia&languageText=p

Desafios nas redes sociais

A aprendizagem em espaços virtuais, como por exemplo, as redes sociais constitui um enorme desafio para a sociedade digital, na medida em q...